O governador Cássio Cunha Lima enveredou pela política logo cedo Suas primeiras experiências começaram no Centro Acadêmico do curso de Direito da Universidade Regional do Nordeste, do qual foi presidente.
Em 1986, aos 23 anos, se elegeu deputado federal, e ficou conhecido como o "menino" da Constituinte.
Em 1989, Cássio se candidatou a prefeito de Campina Grande e foi eleito, mas não chegou a concluir o mandato porque aceitou o convite do presidente Itamar Franco, em dezembro de 1992, para assumir a presidência da Sudene. Nesse mesmo ano concluiu o curso de Direito.
Cássio ficou na Sudene até o ano de 1994. Nesse período aprovou vários projetos que minimizaram os efeitos da seca, a exemplo do Plano Governamental para o Nordeste.
Nesse mesmo ano, ele voltou à Câmara Federal após ser eleito com 160 mil votos, a das maiores votação do Estado e, proporcionalmente, uma das maiores do Brasil. Na ocasião, assumiu a vice-liderança do PMDB na Câmara.
Em 1996, candidatou-se e foi eleito prefeito de Campina Grande novamente. Em 1999, foi reeleito com 72% dos votos no primeiro turno, numa aliança com o PT.
Em 2002, se candidatou ao Governo do Estado e ganhou no segundo turno. Foi reconduzido ao Palácio da Redenção em 2006 com 1.003.102 votos no segundo turno.
inícioUm dos fatos marcantes da vida de Cássio Cunha Lima diz respeito à cassação, pela ditadura militar, do mandato do seu pai, em 1969. O então prefeito Ronaldo Cunha Lima, com poucos meses à frente da administração de Campina Grande, recebeu ultimato para deixar o cargo e sair da cidade. "É algo que ficará presente para sempre na memória de nossa família", sustenta o hoje governador da Paraíba.
De fato, em termos práticos, a cassação de Ronaldo mudou a vida do menino Cássio, dos irmãos, da mãe, do pai e da própria Campina Grande. As cenas desse momento histórico na vida da família sempre são lembradas com um certo ar de tensão por todos os envolvidos.
Ronaldo Cunha Lima, que já vinha recebendo sucessivos recados dos setores mais reacionários sobre como sua postura de crítica ao governo vinha "incomodando muita gente", se balançava na rede, na casa de sua mãe, Nenzinha. Aos seis anos de idade, Cássio brincava com o irmão Ronaldo Cunha Lima Filho, alheio a tudo o que estava acontecendo naquele contexto político.
Com a naturalidade e frieza peculiar à leitura das notas do governo militar, a Voz do Brasil comunicou a cassação do prefeito de Campina Grande, em caráter irrevogável. Até hoje, Ronaldo Cunha Lima remonta cada momento daquela noite: o áudio silenciou o ruído provocado pelo balançar da rede, a brincadeira dos garotos irmãos cessara, diante da perplexidade de adultos aturdidos com a notícia. "Arrebataram um mandato em sua infância e calaram a cidade", resume o ex-governador e ex-senador Ronaldo.
Não houve muito tempo para providências mais elaboradas: a família seguiu imediatamente para o Sudeste, às pressas. A avaliação do hoje governador Cássio, aos 45 anos de idade, sobre aquele momento tem as marcas do inusitado e da mágoa:"Usurparam-me o que nenhum garoto dessa idade jamais poderá entender: tomaram-me os amigos de infância, os brinquedos de criança, levaram-me o jogo de futebol, arrancaram-me o meu quintal e, com ele, tentaram me cortar os laços com minha terra". Ainda não sai da sua lembrança a imagem da criança assustada, indefesa e em lágrimas, puxada pela mãe e o pai para o desconhecido. "Só muito depois viria a entender que Ronaldo estava cassado, proibido de viver e trabalhar na sua própria terra. Estávamos exilados em nosso próprio país", lastima.
Mas, o que poderia ser um fato traumatizante, não causou complicações ao senso político do menino e adolescente Cássio Cunha Lima, em sua vida instalada no Rio de Janeiro, onde sua família ensaiou um novo recomeço. A cassação do pai, pelo contrário, o incentivou a lutar contra as injustiças, a ditadura, segundo ele garante.
Em sua fase no Rio de Janeiro, Cássio foi diretor do grêmio do Colégio São Vicente de Paulo. Entre 1979 e 1980, o hoje governador e ex-prefeito de Campina Grande por três mandatos, representou o movimento secundarista das escolas particulares do estado, no comitê de campanha do movimento. "Essa campanha da anistia foi importante na minha trajetória, pois representou o meu primeiro e maior engajamento político", revela.
A força dos movimentos organizados da sociedade obrigou o regime militar a ceder e foi aprovada a anistia ampla, legal e irrestrita. Com "a carta de alforria", Ronaldo Cunha Lima regressaou com a família para Campina Grande e retomou o mandato de prefeito, com a ajuda de Cássio, que tinha 19 anos. Era o ano de 1982 e o jovem que vinha a se tornar uma das mais importantes lideranças políticas da atualidade na Paraíba já vislumbrava um longo caminho pela frente na vida pública.(SL)
inícioEntre os 31 prefeitos que já governaram Campina Grande em 113 anos de história, desde 1895 até a última eleição em 2004, Cássio Cunha Lima é o único que esteve à frente dos destinos da cidade por três vezes, eleito democraticamente pelo voto direto. Os três mandatos, conquistados nas ruas com a força do povo, que foi às urnas de forma livre e soberana, deram a Cássio o direito de ficar por 12 anos sentado na principal cadeira do Palácio do Bispo.
Entretanto, ele só passou nove anos à frente da chefia do Executivo campinense, já que por duas vezes teve que se afastar do cargo, uma em 1992, para assumir a superintendência da Sudene, e outra em 2002, para concorrer ao governo do Estado. Cássio foi o segundo prefeito a passar mais tempo no comando da cidade. Ele só perde para Cristiano Lauritzen, que ficou à frente da prefeitura por 19 anos, mas não foi eleito pelo povo.
Ainda muito jovem, o então deputado federal Cássio Cunha Lima foi eleito prefeito de Campina Grande pela primeira vez em 15 de novembro de 1988, depois de ter derrotado nas urnas Enivaldo Ribeiro (PDS/PFL); Jairo Sales (PT); Edvaldo do Ó; do Partido Municipalista; e Willians Arruda (PDT). Ele venceu as eleições com 51.700 votos, colocando uma diferença de 11.811 votos no segundo colocado e tomou posse para o primeiro mandato em janeiro de 1989. Cássio governou a cidade até dezembro de 1992, quando se afastou do cargo para comandar a Sudene.
Na prefeitura, durante o primeiro governo de Cássio, foram construídos o Ginásio de Esporte "O Meninão", "Parque da Criança", "Museu Vivo da Ciência e a reforma da Maternidade, que foi transformada em "Instituto de Saúde Elpídio de Almeida" (ISEA).
No primeiro mandato, Cássio também criou a Micarande, o primeiro carnaval fora de época realizado numa cidade do interior, fora do circuito axé da Bahia.
Bem mais experiente, Cássio voltou a disputar a prefeitura de Campina Grande em 1996. Foi eleito pela segunda vez prefeito com 72.185 votos, 48,30% dos votos válidos. Na eleição realizada no dia 1º de outubro de 1996, Cássio enfrentou e venceu no primeiro turno Enivaldo Ribeiro com uma vantagem superior a oito mil votos. Ele tomou posse em janeiro de 1997 e ficou no cargo até abril de 2000 quando disputou e venceu a reeleição.
O prefeito voltou a disputar a prefeitura campinense no dia 1º de outubro de 2000, quando já sonhava em se tornar governador do Estado. Naquele ano, teve um novo embate com Enivaldo Ribeiro e Vital do Rêgo Filho.
Cássio foi eleito prefeito de Campina Grande pela 3ª vez com 122.718 votos, o correspondente a 71,35% dos votos válidos. Pela terceira vez, foi diplomado prefeito em janeiro de 2001. Governou a cidade de janeiro de 2001 a abril de 2002 quando teve que se afastar para concorrer ao governo do Estado.
inícioAo contrário do que muitos pensam, quem lançou Cássio Cunha Lima na vida pública não foi Ronaldo Cunha Lima, mas Raymundo Asfora. Conforme contou o historiador e político Josué Silvestre, a candidatura de Cássio nasceu numa madrugada de 1986 na granja Uyrapuru, de propriedade de Asfora.
Naquele ano, o grupo que já tinha Ronaldo Cunha Lima como líder político, estava travando discussões em torno do nome que seria indicado como vice-governador na chapa encabeçada por Tarcísio Burity. As articulações duraram várias semanas.
Depois de participar, em João Pessoa, de uma das inúmeras reuniões para definir o candidato e vice, o então deputado Ivandro Cunha Lima e outras lideranças, seguiram para a granja de Raymundo Asfora.
Segundo relatou Josué Silvestre, Ivandro Cunha Lima chegou na granja, quando foi surpreendido por Asfora que afirmou ter a solução para o problema. O tribuno havia decidido retirar a sua candidatura a deputado federal para concorrer ao cargo de vice governador. A vaga na Câmara Federal seria disputada pelo jovem Cássio Cunha Lima.
Além de Ivandro Cunha Lima, estavam presentes na reunião que lançou Cássio candidato a deputado federal, o então prefeito de Alagoa Nova, Otávio Leite Sobrinho; Milton Soares; e Josué Silvestre. "Raymundo Asfora surpreendeu a todos. Ele disse: eu vou ser o vice de Burity, e a gente elege o menino de Ronaldo em meu lugar", contou Josué Silvestre.
A estratégia de Raymundo deu certo. As urnas confirmaram Burity como governador. Cássio foi eleito o mais jovem deputado do Brasil com uma votação expressiva. Para Josué Silvestre, Cássio Cunha Lima "foi o maior fenômeno político surgido na Paraíba nos últimos anos. A eleição para deputado federal foi, segundo Josué, um sinal de que ele teria uma brilhante e vitoriosa carreira na vida pública". O cenário da época exigia segundo Josué, experiência e muita competência.
Inspirado no pai Ronaldo Cunha Lima, Cássio foi para as ruas ao encontro do povo. O poder de oratória e o carisma o transformaram em um dos fenômenos de voto. Na opinião de Josué, o fato extraordinário de Cássio no início de sua carreira política, não foi o desempenho na campanha, mas sim, a performance na Câmara dos Deputados, onde se destacou como um dos mais atuantes deputados constituinte. "O fato é que, de menino de Ronaldo, Cássio passou a ser o menino de Campina e um líder político de melhor desempenho na articulação política do Estado", comentou. (Severino Lopes)
inícioO sonho de todo político é governar o seu Estado. Entre o sonho e a realização existe uma enorme ponte, e poucos conseguem atravessa-la. Cássio Cunha Lima percorreu 17 anos de vida pública até realizar o sonho de chegar ao Palácio da Redenção. Ele conquistou o primeiro mandato de governador em 2002, depois de ter sido eleito deputado federal duas vezes, superintendente da Sudene e prefeito por três vezes de Campina Grande. Foi um dos mais jovens políticos brasileiros a se tornar governador.
A primeira eleição de Cássio para governador foi histórica. Cássio, que já pertencia ao PSDB, precisou de dois turnos para conquistar o governo. Para chegar ao Palácio, ele disputou o cargo com o então governador Roberto Paulinho, que era o candidato apoiado por José Maranhão. O primeiro embate aconteceu no dia 6 de outubro de 2002 e Cássio largou na frente, contrariando as pesquisas que davam ampla vantagem para Roberto Paulino.
Os dois voltaram a se enfrentar no dia 27 de outubro, depois de 3 meses de campanha, e 53 dias de propaganda, guerra de nervos a cada pesquisa, e um primeiro turno empolgante. Cássio ampliou a vantagem, vencendo as eleições com 889.922 votos (51,35%), contra 841.353, de Roberto Paulino. Ele tomou posse como governador da Paraíba em janeiro de 2003.
O maior e mais empolgante duelo de Cássio, porém, estava reservado para o ano de 2006. Pela primeira vez ele teve pela frente o senador e ex-governador José Maranhão, principal adversário político do clã Cunha Lima. A campanha foi uma das mais empolgantes das últimas décadas, com os dois candidatos disputando cada voto dos paraibanos.
A eleição foi realizada no dia 1º de outubro. Mais de dois milhões de eleitores paraibanos tiveram nas mãos o poder de definir o futuro do Estado para os próximos quatro anos. As pesquisas apontavam uma pequena vantagem pró senador José Maranhão, o que não foi confirmado nas urnas. E ao contrário das pesquisas, nem Cássio , nem José Maranhão conseguiram vencer o duelo definitivamente no primeiro turno.
O governador e candidato à reeleição venceu o primeiro turno com 943.770 votos (49,67%), contra 926-159 votos (48,74%) do seu principal adversário, o senador José Maranhão. A votação não foi suficiente para manter com Cássio, a chave do Palácio da Redenção. A briga estava adiada para o segundo turno, e se estendeu até o dia 29. No último e decisivo duelo, Cássio não deu chance ao adversário, sendo reeleito com mais de um milhão de votos. Foi uma das mais expressivas votações conquistadas por um político paraibano. (Severino Lopes)
Poucos são os políticos brasileiros que tiveram uma carreira tão brilhante como o governador Cássio Cunha Lima. A trajetória de CCL começou quando ele ainda era jovem. Cássio começou na vida pública militando no movimento estudantil, no final da década de 70. Em 1982, participou da campanha do pai nas eleições municipais de Campina Grande.
Em 1986, aos 23 anos, foi eleito o deputado federal mais jovem do país, pelo PMDB, e participou da Assembléia Nacional Constituinte. O primeiro mandato durou de 1986 a 1988. Ele voltou a Brasília para tomar posse como deputado em 1994 pelo PMDB e chegou a ser vice-líder do partido na Câmara, indicado por Mário Covas.
Na Câmara Federal, teve destacada atuação, sendo o autor do projeto que aumentou de meio para um salário mínimo o menor benefício pago pela Previdência Social e o projeto que reduziu em cinco anos a idade mínima para a aposentadoria de trabalhadores rurais. É de autoria de Cássio a emenda que garante ônibus de graça para maiores de 65 anos.
Como deputado, integrou várias comissões na Câmara, entre elas a de Ciência, Tecnologia e Comunicação (1995 a 1996). Eleito prefeito de Campina Grande pela primeira vez em 1988, foi reconduzido ao cargo outras duas vezes, em 1996 e 2000. Em 1992, no seu primeiro mandato de prefeito, renunciou para assumir a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, cargo que assumiu de dezembro de 1992 a janeiro de 1994.
Em 2001, com o quadro político conturbado, Cássio rompeu com o PMDB e ingressou no PSDB, partido no qual disputou e venceu as duas eleições para governador, derrotando respectivamente, Roberto Paulino e José Maranhão.
Cássio Rodrigues da Cunha Lima, nasceu em Campina Grande, no dia 5 de abril de 1963. É formado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Filho do ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador Ronaldo Cunha Lima, e de Maria da Glória Rodrigues Cunha Lima, Cássio herdou o talento político do pai. Ele tem três irmãos: Ronaldo Filho, Glauce e Savigny. Cássio é casado com Sílvia Almeida Cunha Lima e tem três filhos: Diogo, Marcela e Pedro. (SL)
inícioAos 45 anos de idade, completados hoje, Cássio Cunha Lima é um político respeitado no Brasil. Sempre procurou manter relações institucionais amigáveis com os adversários. A maior prova disso é o relacionamento que mantêm com o presidente Lula
Apesar de pertencer ao PSDB, Cássio sempre declarou que tem boas
relações com Lula, mesmo o presidente tendo publicamente apoiado
o senador José Maranhão na última eleição
para governador.
Durante todo o último processo eleitoral, Cássio Cunha Lima
afirmou ter bom trânsito no Palácio do Planalto, citando parcerias
em ações socais na Paraíba. "Estaremos juntos, caso
se configure a reeleição do presidente Lula, trabalhando para
firmar parcerias em defesa do estado da Paraíba", afirmou na época
o governador.
Depois de reeleito, Cássio continuou mantendo firme a ponte entre os Palácios do Planalto - sedo do governo federal - e o da Redenção.
Ele chegou a pedir aos dois senadores paraibanos - Efraim Morais e Cícero Lucena - para votarem a favor da prorrogação da CPMF. Apesar do apelo do governador, os paraibanos votaram contra e ajudaram o Congresso Nacional a derrotar o governo.
No final do ano passado, o presidente Lula ligou pessoalmente para o governador desejando sucesso nos embates que o governador trava na esfera da Justiça. "O presidente foi muito gentil. Tenho respeito por ele, tenho carinho e nos damos bem", afirmou Cássio. Nos eventos dos quais participam, sempre que o presidente tem chance, quando a agenda permite, faz questão de manter contatos extra-agenda com o governador paraibano.
A boa relação que Cássio mantém com o Palácio do Planalto não é de hoje. Quando prefeito de Campina Grande, CCL estabeleceu algumas parcerias com o então presidente Fernando Henrique Cardoso, tendo inclusive se encontrado pessoalmente com FHC em Brasília.
Com sua retórica conhecida e forte poder de síntese, Cássio fez da arte de bem falar, de mostrar eloqüência diante do público, um importante instrumento para defender suas causas e seus projetos. Nos encontros de governadores do Nordeste, sempre se destacou apresentando importantes projetos em defesa da Paraíba e do Brasil. Com representantes de organismos internacionais, foi incisivo, conquistando importantes parcerias, e assim, transpondo o potencial da Paraíba para outras fronteiras. (SL)
inícioA imagem que se criou do político brasileiro é do homem que costuma ir ao encontro dos eleitores apenas na época de eleição. Tapinhas nas costas, abraços, sorrisos e pronto: o voto fisgado. Depois de conquistar o mandato, o "cidadão" desaparece e só retorna quatro anos depois, novamente para pedir votos e assim, se manter no poder.
Herdeiro político do poeta Ronaldo Cunha Lima, Cássio Cunha Lima garante que foge dessa regra, e faz da política uma arte do serviço. Para ele, política é paixão e sacerdócio. Diferente de outros gestores, ele não costuma enviar os secretários para resolver os graves problemas que afligem o Estado em épocas de chuva e de seca e vai pessoalmente ao encontro do povo. O governador é visto nas ruas, nas favelas, em permanente contato com os paraibanos, não apenas em época de eleição.
Basta ver a ação enérgica do governo este ano no socorro aos paraibanos vítimas das enchentes. Ele sobrevoou o Estado para radiografar os pontos críticos, e depois desceu para ir ao encontro dos paraibanos.
A presença de CCL nos locais atingidos pelas enchentes é uma das marcas de seu governo. Em janeiro de 2004, quando as chuvas registradas na Paraíba ficaram acima da média, e alagaram vários municípios, CCL não ficou despachando do palácio. Ele visitou pessoalmente as cidades inundadas e comandou o socorro aos desabrigados de Fagundes, Galante, Riachão do Bacarmarte. Subindo e descendo ladeiras, percorrendo ruas esburacadas com a lama dificultando a caminhada, o governador conversou com a população e prometeu colocar todo o aparato do Estado para socorrer as vítimas da enchente. E assim o fez.
Cinco meses depois ele voltou a ir ao socorro da população, desta vez no município de Alagoa Grande. A cidade foi a mais atingida com o estouro da barragem de Câmara, construída em Alagoa Nova. Cássio, "fechou" as portas do Palácio, e instalou todo o governo provisoriamente em Alagoa Grande. Com a cidade praticamente destruída pela força das águas de Camará, comandou pessoalmente o trabalho de socorro às vítimas. O lamaçal, os buracos abertos pela enxurrada não foram obstáculos para impedir a presença do governador em Alagoa Grande. Por dois dias seguidos ele percorreu toda a cidade, visitou os locais arrastados pela correnteza, e prometeu indenizar os desabrigados, e usar todo o aparato do Estado para reconstruir a cidade."Cássio é uma pessoa humana, que se preocupa com o bem de seu povo", definiu o deputado Romero Rodrigues.
Em suas passagens pela prefeitura não foi diferente. Sempre esteve junto do povo. Ele sempre fez questão de vistoriar pessoalmente cada obra ou serviço realizado pela prefeitura e não raro era visto subindo e descendo ladeiras nas favelas. Trabalhador, Cássio também fala a linguagem do povo, costuma chamar as pessoas pelo nome, vai na casa das pessoas, conhece seus problemas e, sempre que pode, resolve com rapidez.(Severino Lopes)
inícioO governo de Cássio Cunha Lima tem sido marcado por obras em todo o Estado. Em Campina Grande, berço político de CCL, o governo investiu em vários campos. As ações, conforme apontou o próprio governador, estão em toda parte. O desejo de ver o progresso chegar em Campina Grande impulsionou Cássio a investir no projeto de construção do gasoduto da cidade. O gasoduto foi um dos maiores benefícios de Campina Grande e que a colocou nos trilhos do desenvolvimento depois da chegada do trem, há 100 anos.
A chegada do gás natural em Campina Grande, com a implantação do gasoduto, representou uma outra revolução para a economia do município. O sonho do governador virou realidade no dia 6 de outubro de 2005. Com investimentos da ordem de R$ 50 milhões, o gasoduto foi considerado a mais importante obra do governo Cássio I.
O projeto realizado numa extensão de 120 quilômetros - no trecho entre a Capital e Campina -, foi fruto da vontade política do governador, conforme destacou o presidente da FIEP, Francisco Benevides Gadelha. "As obras só se concretizam quando se tem vontade política e essa é uma obra que está sendo inaugurada por uma decisão política de Vossa Excelência", afirmou Buega Gadelha, em emocionado discurso, referindo-se ao governador Cássio Cunha Lima.
Uma das obras construídas por Cássio e que virou marco de seu governo em Campina Grande foi viaduto Elpídio de Almeida. A edificação foi um sonho do governador desde a época em que ele era prefeito de Campina Grande. Construído nas confluências das avenidas Manoel Tavares, Jiló Guedes (Canal) e Floriano Peixoto e com uma extensão de 745,16 metros, o viaduto se transformou em um dos mais belos cartões postais da cidade, que custou R$ 28 milhões.
Foi de Cássio a autoria do projeto de relocação das 670 famílias da antiga Cachoeira. Para resolver um dos antigos problemas que afligia a cidade, CCL construiu o bairro Glória I e II. As famílias que antes viviam em situação desumana, sofrendo principalmente na época da chuva,ganharam moradia digna. A iniciativa do Governo da Paraíba, que aplicou na área recursos da ordem de R$ 20 milhões, em parceria com a Caixa Econômica Federal, rendeu um prêmio "Caixa, Melhores Práticas em Gestão Local".
As 670 famílias ocupavam uma área há vários anos no bairro da Cachoeira, localidade onde existe a céu aberto um esgoto. Hoje, no Bairro da Glória, as famílias, que juntas somam cerca de 4 mil pessoas, moram com dignidade, em casas de alvenaria, com pavimentação de ruas, água, luz e esgotamento sanitário.
Nos dois governos - o segundo tem menos de um ano - Cássio Cunha Lima construiu escolas, estradas, abriu creches, fez eletrificação rural, e atraiu para o Estado centenas de indústrias, gerando emprego e renda. A saúde, educação e segurança, são preocupações do governador que tem realizado inúmeras ações nesses três campos. (Severino Lopes)
inícioComo não poderia ser diferente de todo filho que ama e respeita o pai, Cássio tem verdadeira veneração pelo poeta Ronaldo Cunha. Em sua vida pública, ele procurou seguir os passos de Ronaldo, herdando do pai características que o tornaram um dos mais queridos políticos da Paraíba. "O amor de Cássio pelo pai é muito grande", conta o historiador Josué Silvestre.
Cássio, conforme relatou o historiador, acompanhou os passos de Ronaldo na memorável campanha de 1982, e esteve com o pai em todos os embates políticos. Fora da cena política, ele sempre esteve ao lado de Ronaldo. Em 1999 quando Ronaldo sofreu o Acidente Vascular Cerebral, Cássio "largou" a prefeitura e foi para Brasília acompanhar de perto todo o tratamento do pai. "Os dois são muitos unidos", afirmou Josué Silvestre.
Segundo Josué, Cássio foi o grande responsável pela volta de Ronaldo à prefeitura de Campina Grande. O poeta, conforme lembrou o historiador, estava desestimulado depois da cassação. Mesmo tendo recuperado seus direitos políticos ele estava decidido a tocar os trabalhos no seu escritório de advogacia e abandonar a vida pública. Foi Cássio quem o incentivou a disputar a prefeitura e assim, retomar a sua carreira política. "Cássio foi decisivo para a volta de Ronaldo", disse.
Na vida pública, Cássio e Ronaldo sempre foram parecidos. Os dois ocuparam praticamente os mesmos cargos. Com o voto direto, conquistaram os mandatos de deputado federal, se tornaram prefeito de Campina Grande e governador do Estado. "Eu posse dizer que Cássio e Ronaldo nunca perderam uma eleição no voto do povo", observou Josué. (SL)
inícioO governador Cássio Cunha Lima decidiu antecipar o fim de sua licença em uma semana e estará, neste sábado, acompanhando pessoalmente o trabalho da força-tarefa em algumas cidades do Sertão da Paraíba. A informação foi repassada, no início da tarde de ontem, pelo secretário Solon Benevides, da Comunicação.
De acordo com Solon Benevides, o governador, que aniversaria hoje, completando 45 anos de idade, resolveu dedicar estes sábado e domingo ao trabalho de assistência às vítimas das enchentes provocadas pelas fortes chuvas na região do Sertão.
Segundo agenda divulgada pelo Palácio da Redenção, o governador chegará ao município de Sousa, no Alto Sertão, às 11h30 de hoje. Está programado um sobrevôo sobre vários municípios da região do Vale do Rio do Peixe e também visita as áreas mais atingidas pelas chuvas.
O governador pretende também reservar parte de sua agenda em visitas à região do Cariri, onde a situação é também crítica em vários municípios.
Cássio Cunha Lima destacou, no telefonema para o secretário de Comunicação, o empenho pessoal do governador em exercício José Lacerda Neto em sua peregrinação, no início da semana, ao Sertão, coordenando pessoalmente o trabalho da força-tarefa, durante dois dias.
Para o governador, que esteve sempre acompanhando por telefone os trabalhos desenvolvidos pelas equipes do Estado, na força-tarefa que ele criou antes de se licenciar, na semana passada, é cada vez mais importante o trabalho parceiro e engajado das prefeituras, órgãos públicos de outras esferas e da própria sociedade de apoio às famílias desabrigadas.
inícioNos dias 15 e 16 deste mês, uma equipe da diretoria do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social estará em João Pessoa para discussões técnicas com o objetivo de identificar áreas em que possam ser formalizadas parcerias para apoiar e investir recursos financeiros, com vistas à geração de renda, à melhoria e ampliação de infra-estrutura hídrica e logística. O BNDES conheceu o Plano de Desenvolvimento Estratégico Paraíba 2020, durante apresentação do secretário de Planejamento e Gestão, Franklin de Araújo Neto, no Rio de Janeiro à direção da principal instituição de desenvolvimento do Brasil.
O Governo do Estado visa abrir perspectivas de investimentos de natureza econômica e social na Paraíba, dentro de um planejamento elaborado simultaneamente com o Plano Plurianual PPA 2008-2011. O Paraíba 2020 é um documento com uma visão de 13 anos, que apresenta cenários econômicos, identifica potencialidades, e a partir de seis grandes eixos apresenta bandeiras, macro-objetivos e metas a serem alcançadas até 2020, com investimentos públicos e privados para que a Paraíba se modernize, se torne competitiva e melhore a qualidade de vida dos paraibanos, com desenvolvimento econômico e inclusão social.
O Plano estima que sejam necessários cerca de R$ 117,2 bilhões, de investimentos e aplicações ao longo dos próximos anos, em ações de educação, saúde, infra-estrutura, disseminação do conhecimento e da cultura, valorização da cultura, segurança, eficiência do serviço público, combate à desertificação, diversificação da base econômica e execução de obras estruturantes.
O secretário também mostrou projetos como a ponte que ligará Cabedelo a Lucena, o canal Acauã/Araçagi, a necessidade de ramais que interliguem a Transnordestina à malha ferroviária da Paraíba, além de falar sobre o programa de ampliação e melhoria das rodovias de acesso e de integração aos municípios e do potencial do Estado como centro logístico do Nordeste, pela sua localização geográfica e pela qualidade e quantidade de estradas, que cortam o estado e fazem a ligação com outras unidades federativas. Também foi abordada a diversidade da geração de energia e os potenciais da energia eólica, do uso da biomassa a partir do bagaço da cana e das termelétricas.
Ele explicou que o plano tem uma visão ampla do estado, mas é necessário atuar localmente e neste sentido explicou o impacto que teve o Programa Leite da Paraíba, resultante da parceria com o Governo Federal, com o crescimento da produção de leite (diariamente são distribuídos 120 mil litros com famílias carentes), melhoria do padrão genético dos rebanhos bovino e caprino. Foi ainda destacado o programa de valorização do artesanato, que envolve milhares de artesãos, gerando renda no meio rural.
Franklin de Araújo Neto disse que a Paraíba precisa muito ter o BNDES junto para realizar os investimentos necessários para o seu desenvolvimento. Por outro lado, ele acrescentou que para ter um futuro positivo é preciso partir de forma organizada e isso está refletido no Plano Estratégico de Desenvolvimento Paraíba 2020, que tem 73 programas previstos de acordo com os eixos estratégicos.
Estiveram presentes à apresentação os seguintes assessores e diretores: Ricardo Ramos (Área de Crédito), Helena Lastres (Assessoria da Presidência), Júlio Raimundo (Inclusão Social), Cláudia Prates (Departamento da Área Social) e Paulo Guimarães (Chefe da representação do BNDES, em Recife) e o presidente Luciano Coutinho, que se interessou mais pela área de infra-estrutura hídrica e de logística.
Para eles, o secretário de Planejamento apresentou os números da realidade sócio-econômica, destacou características climatológicas da Paraíba que tem 86% do território no semi-árido, mostrou as potencialidades identificadas como o artesanato, a exploração dos minerais não-metálicos, a caprinocultura, entre outras atividades.
- Nós queremos uma Paraíba moderna, competitiva e com qualidade de vida para os paraibanos, ou seja, não é só crescimento econômico, é desenvolvimento sustentável com inclusão social, afirmou Franklin de Araújo Neto. O secretário realçou o fato da Paraíba possuir três universidades públicas, bem como informou sobre o processo de expansão da Universidade Estadual da Paraíba, considerando esta situação como um ponto de vantagem competitiva do estado.
Da parte do BNDES, a assessora Helenas Lastres falou sobre o interesse do presidente do banco, Luciano Coutinho de ampliar o volume de recursos aplicados nas regiões Norte e Nordeste, pois a instituição teve, em 2007, cerca de 55% de suas inversões efetuadas no Sudeste e quando soma às da região Sul, chegam a 80% das aplicações. Ela informou que um dos pontos de interesse é a proposta de fortalecer os arranjos produtivos e falou sobre a preocupação de desenvolver modelos de política que atenue o desequilíbrio da distribuição dos recursos financeiros do banco entre as regiões brasileiras.
O próprio presidente Luciano Coutinho pediu informações sobre a proposta de que sejam feitos dois ramais para interligar a Transnordestina (via ferroviária em construção), à Paraíba, fazendo a ligação entre Arrojados, no Ceará e a cidade paraibana de Sousa; e o outro trecho seria de Cabedelo a Suape.
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