O 8º Salão do Artesanato da Paraíba, que está sendo realizado em Campina Grande desde o dia 6 deste mês, será encerrado neste domingo (29), após receber cerca de 100 mil visitantes e gerar uma renda de R$802.344,00 em vendas diretas durante esses 25 dias, fora as encomendas que os artesãos atenderão nos meses subsequentes. Instalado na avenida Severino Cabral, ao lado do Shopping Center Iguatemi, o evento teve como tema este ano a tradicional "Feira de Campina Grande", sendo promovido pelo Governo do Estado, através do Programa "A Paraíba em Suas Mãos".
Quem ainda quiser conferir neste domingo o trabalho dos artesãos paraibanos vai encontrar uma estrutura que ocupa uma área de 3.200 metros, onde estão expostos produtos nas diversas tipologias do artesanato, como o barro, couro, fios, tecelagem, fibras, metal, brinquedo popular, madeira, material reciclado e habilidade manual, além da tradicional gastronomia paraibana.
O principal objetivo do 8º Salão do Artesanato da Paraíba é estimular a venda dos produtos artesanais dentro do mercado competitivo. Além dos estandes onde estão expostos os produtos, o evento surpreende os visitantes com uma exposição fotográfica, maquetes e vendas de livros de arte de artistas e escritores paraibanos como Flávio Tavares, Antonio David, Chico Ferreira, Clóvis Júnior, Fred Svendsen, Guy Joseph, Roberto Coura e Wills Leal.
Outro objetivo é estimular a comercialização dos produtos artesanais, tendo em vista o acesso ao mercado ser um dos maiores desafios enfrentados pelo artesanato paraibano. Para tanto, o Governo do Estado, através do Programa "A Paraíba em Suas Mãos", coordenado pela primeira-dama Silvia Cunha Lima, oferece uma estrutura montada com todo zelo e beleza cênica, cujo propósito é o de criar um espaço adequado que valorize nossas raízes e favoreça o surgimento e o fortalecimento de micro e pequenos negócios.
O Salão do Artesanato da Paraíba acontece sempre no mês de janeiro, em João Pessoa, e no mês de junho, em Campina Grande. O evento ganha força a cada edição e é sempre crescente o volume de vendas imediatas e futuras.
Outra atração deste ano é a apresentação
do arquivo fotográfico e jornalístico do Memorial do Maior São
João e mais seis ilhas temáticas que retratam a arte popular
numa visão contemporânea.
O layout do evento foi projetado pelos arquitetos Gustavo Vaz e Ana Carolina,
que retrataram os antigos armazéns da feira, a exemplo do Armazém
Titão e do Cassino Eldorado. Participam também da ambientação
do 8º Salão do Artesanato da Paraíba os decoradores José
Sereco, Graça Prado, Lourdinha Santos e Babá Santana, com apoio
de estudantes campinenses de arquitetura. A pintura artística do cenário
é de Shiko e Rafael Oshi.
As ilhas temáticas são ambientadas por arquitetos renomados. Logo na entrada do salão os visitantes podem apreciar a Ilha da Feira de Campina com ambientações das arquitetas Janete Costa e Roberta Borsoi. A do Brinquedo Popular, da designer de interiores Maria Rosário Alexandre Meira, destaca as peças criadas pela artista Anita Garybaldi. A designer de interiores Rosana Carneiro trabalha produtos reciclados feitos em flandes e papel reciclado em jornal confeccionados pelos artesãos Joaquim David da Silva Neto (Joca dos Galos) e de Carlos Apolônio.
Na ilha assinada pela arquiteta Tulenka Marinheiro são mostradas as criativas bonecas feitas de papel machê da artista plástica Ana Christina. A Ilha da Cerâmica, do arquiteto Gustavo Vaz apresenta trabalhos únicos da mestra artesã Maria Ivoneide Ferreira, conhecida como Lucinha dos Bichos. A Ilha de Pintura Naiff na Cerâmica, projetada pelo arquiteto Jonas Lourenço, apresenta peças da artista plástica Jô Cortez.
início
Aos seis anos de idade, Felipe rezava: “Papai do céu, muito
obrigado pelo dia de hoje e me ajude a falar ‘mamãe’”.
A segunda parte da oração foi acrescentada pela mãe dele,
Deusina Lopes da Cruz, como uma estratégia para fazê-lo dizer
a palavra mamãe. Oração memorizada, foi só Deusina
escrever o próprio nome em um papel e colá-lo na roupa. Pronto,
Felipe já poderia associar o nome à pessoa.
Até o diagnóstico do filho, Deusina nunca tinha ouvido falar
em autismo. Frente ao desconhecido, buscou informação, criou
estratagemas para se comunicar com o garoto, lutou pela integração
na escola e pela alfabetização. Tudo corria bem até a
adolescência. Apesar de ter inteligência preservada e um bom nível
de independência, Felipe começou a mudar. Reagia mal às
frustrações e ficou agressivo. Aos 20 anos, ele desenvolveu
um quadro de psicose que culminou com uma internação psiquiátrica
— caso raro, segundo especialistas. Apartada do filho, Deusina reuniu
os cacos, rememorou histórias e escreveu o livro Um autista muito especial,
lançado em 2006. “Foi como uma prestação de contas.
Fiquei mais tranqüila e aliviada após a publicação.
Escrevi para suportar e compreender melhor aquilo que havia acontecido”,
relata. Luta e superação são palavras comuns no percurso
dos personagens ouvidos para Mãe reportagem.
Familiares que, assim como Deusina, descrevem uma rotina de contínuo aprendizado — afinal, os autistas vivem um mundo diferente do conhecido pela maior parte das pessoas. Nesse universo particular, o cérebro processa as informações de forma desintegrada e, para organizar o caos gerado por essa dificuldade, o autista passa a buscar constantemente estabilidade, ordem, rotina. Costuma desenvolver comportamentos estereotipados e tem grande dificuldade para se comunicar.
O autismo não é uma doença, mas uma síndrome que reúne um conjunto de sintomas variados causados por doenças diferentes. Pode ser de origem genética, infecciosa ou conseqüência de algum traumatismo. Cerca de 70% dos autistas também têm retardo mental associado. A proporção da incidência do autismo é de quatro meninos para uma menina. Essa multiplicidade de faces faz com que cada autista seja único. Não há fórmulas prontas para o tratamento e cada família encontra caminhos e estratégias para alcançar o desenvolvimento e a integração do autista.
Alguns especialistas consideram que exista, na verdade, não um autismo, mas um espectro de desordens autistas, com graus diferentes de comprometimento. Assim, são incluídos desde os casos mais graves, associados ao retardamento mental, com total comprometimento de fala, até os casos de síndrome de Asperger, que são os mais inteligentes e podem levar a vida com independência.
Um dos primeiros desafios das famílias é o diagnóstico de autismo. Muitos pais passam por uma peregrinação por neurologistas, psicólogos e psiquiatras até que a síndrome seja constatada. Foi assim com Sílvia Duarte, 43 anos, e o marido Heron Ferreira Duarte, 44 anos. A primeira vez que eles procuraram um médico foi quando Pedro tinha um ano e nove meses. Sílvia estranhava o fato de o filho não responder quando ela chamava.
inícioSão Paulo - Os 3.178 administradores públicos, que tiveram suas contas consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e que poderão vir a se candidatar às próximas eleições, não são considerados culpados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque ainda não foram julgados. Foi o que afirmou na sexta-feira o ministro do TSE e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ari Pargendler. Ele participou da 20ª Reunião do Colégio de Corregedores da Justiça Eleitoral, realizada hoje em São Paulo, para discutir temas ligados à eleição de 5 de outubro.
Segundo o ministro, as pessoas culpadas são aquelas que são condenadas depois de um processo regular e neste caso a situação é outra, porque trata-se de pessoas sujeitas a processos, que podem ser considerados procedentes ou não, portanto são pessoas que ainda aguardam um pronunciamento a respeito de sua conduta. "Não são pessoas culpadas antes do processo terminar. O que existe são processos pendentes e isso é um valor básico da nossa civilização de quem ninguém pode ser considerado culpado antes de que o processo termine", disse.
Na avaliação de Pargendler, mesmo que haja morosidade no andamento dos processos, nenhum juiz pode determinar antecipadamente pena de um réu, mesmo que outros órgãos determinem e demonstrem que há sinais de improbidade administrativa dos candidatos. "Ninguém é culpado seja em processo administrativo, seja em judicial, sem que haja o trânsito em julgado. Não havendo trânsito em julgado eu não posso impor a ilegibilidade. É uma questão de lei", esclareceu o ministro.
Pargendler ressaltou que qualquer processo de registro contra qualquer candidato é público e não há nenhuma resistência com relação à divulgação desses nomes na internet, desde que haja condições para isso. Ele lembrou que qualquer eleitor pode ir aos cartórios eleitorais e pedir para ver um processo de registro.
"Agora tenho a impressão de que se alguém colocar no jornal uma propagando eleitoral, com a intenção de prejudicar algum candidato, que esteja com um processo pendente, que isso pode causar um grande dano moral, que mais tarde a Justiça condene o responsável por essa divulgação a indenizar esse dano", disse. O presidente do Colégio de Corregedores da Justiça Eleitoral, Ari Jorge Moutinho da Costa, disse concordar com a divulgação dos antecedentes dos candidatos para que o leitor possa analisar criteriosamente qual serão seus representantes. "Se você tem a publicidade, você saberá direitinho qual a vida pregressa, o que aquele candidato tem contra ele ou não. Isso soma para a análise do próprio eleitor", defendeu.
Para Moutinho, as eleições de 5 de outubro serão mais limpas e transparentes porque a ética e a moralidade serão marcantes nessa eleição. "Com certeza absoluta os tempos mudaram e hoje, não há como negar, haverá um rigor muito grande na análise da vida pregressa dos candidatos. Nós vamos ver aqueles que têm namoro com a criminalidade, serão afastados da vida pública", disse ele.
inícioBrasília - Ao assumir, na próxima terça-feira (1º), na Argentina, a presidência pro tempore do Mercado Comum do Sul (Mercosul), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará aos membros do bloco uma mensagem de otimismo e de expectativa no avanço nas negociações entre os países latino-americanos.
Segundo o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, Lula dirá à cúpula do bloco que o Mercosul, depois de momentos difíceis, vividos há alguns anos, recuperou-se e tem hoje um dos seus melhores momentos. Na visão brasileira, o Mercosul tem sido fator de desenvolvimento da economia de seus membros e um importante instrumento de inserção internacional.
"O comércio intrarregional duplicou nos últimos cinco anos, e é forte a tendência de crescimento das importações brasileiras provenientes dos sócios do Mercosul", afirmou Baumbach.
De acordo com porta-voz, a própria pauta da reunião na Argentina demonstra a "saúde e a vitalidade" do bloco. O Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), por exemplo, deverá aprovar cinco projetos para o Paraguai, no valor de US$ 24,8 milhões. Também será discutida a criação do Fundo para Pequenas e Médias Empresas do Mercosul, proposta que deve ser concluída até o fim da presidência pro tempore de Lula, que tem prazo de seis meses.
Baumbach disse que o Brasil assumirá a presidência pro tempore do Mercosul com a determinação política de avançar na agenda comunitária. Para ele, as tarefas mais relevantes são a concretização do Fundo de Pequenas e Médias Empresas, a conclusão de negociações relativas à eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC), o reforço do diálogo e da coordenação econômica e a revitalização das negociações com os parceiros da América Latina e do Caribe.
"Especial importância deverá assumir o avanço da agenda social do Mercosul, em especial nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento social, meio ambiente, desenvolvimento agrário e livre circulação para os nacionais do Mercosul", acrescentou o porta-voz.
Baumbach apontou ainda como destaques a decisão de se criar um Conselho do Mercado Comum Ampliado, que permitirá a participação de ministros não ligados à área econômico-comercial, além de significar um espaço maior para discussão de uma agenda social. "Trata-se de instância nova, histórica, cuja primeira reunião deve ocorrer em Salvador", disse ele.
Na terça-feira, antes de receber a presidência pro tempore do Mercosul, Lula se encontrará com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. A pauta do encontro inclui temas como a tarifa de importação do milho argentino para o Brasil, acordos para a construção da hidrelétrica de Carabi, na fronteira com a Argentina, e fornecimento de energia para aquele país durante o inverno.
início