Os democratas Barack Obama e Hillary Clinton subiram ao palanque juntos pela
primeira vez depois do fim das primárias em um comício na cidade
de Unity, em New Hampshire, ontem.
Hillary falou primeiro. Ela pediu votos para Obama, prometeu trabalhar pela
sua eleição, conclamou à unidade do Partido Democrata
e criticou o candidato republicano, John McCain. A senadora por Nova York
disse que Obama é a mudança que os Estados Unidos "precisam
e merecem".
Segundo ela, McCain significa "quatro anos mais da mesma coisa"
- conservadorismo na escolha de juízes, facilidades fiscais para grandes
empresas e permanência das tropas no Iraque.
Obama falou em seguida. Ele elogiou a ex-rival e disse que sua candidatura
foi "histórica", ainda que não vitoriosa.
Obama disse que os democratas precisam de Bill e Hillary no partido nos próximos anos. "Eles fizeram tanto e tão bom trabalho", disse o candidato.
Ele disse que a campanha de Hillary mostrou às mulheres que elas
podem fazer tudo o que os homens podem. "Elas podem fazer bem, elas podem
fazer melhor", disse Obama sob aplausos do público.
Ao falar sobre suas propostas em relação ao sistema de saúde,
Obama também criticou McCain. Segundo ele, o plano do republicano nesse
assunto é "não fazer nada".
Unificação - A aparição mostra a tentativa de reaproximação dos dois ex-rivais e a esperança de unificação do partido para a colaboração mútua na reta final da campanha. Na quinta-feira, eles participaram de uma reunião privada com patrocinadores de Hillary em Washington.
Obama depende dos votos de eleitores de Hillary e ela, por sua vez, precisa da ajuda do senador para ajudar a pagar sua dívida de campanha. Obama já declarou que ajudará a ex-primeira-dama com seus problemas financeiros.
Três dos maiores apoiadores de Hillary - os advogados Cheryl Mills e
Robert Barnett e o companheiro de longa-data Minyon Moore - estão negociando
seu envolvimento na campanha democrata.
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O Conselho de Segurança da ONU decidiu ontem prorrogar por mais seis meses o mandato das forças que mantém nas colinas de Golã, situadas entre a Síria e Israel. A resolução foi tomada com o voto unânime dos 15 membros. As tropas da ONU se encarregam de manter a adesão dos dois países ao cessar fogo, que já dura 34 anos.
O mandato da Força das Nações Unidas (UNDOF), que também observa a retirada de Israel das colinas de Golã, será renovado até 31 de dezembro. O texto do Conselho de Segurança afirma que as partes envolvidas devem "cumprir imediatamente" a resolução 338, feita em 1973, que determina a retirada das forças israelenses dos territórios ocupados.
Na semana passada, o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que a presença da UNDOF é "essencial" devido às tensões no Oriente Médio, mesmo que a situação entre Síria e Israel se mantenha calma.
Golã, colina estratégica síria, foi conquistada por Israel em 1967 e anexada em 1981. A UNDOF foi criada em 1974 para vigiar o cessar-fogo pedido pelo Conselho de Segurança depois da guerra árabe-israelense de 1973.
inícioOs eleitores do Zimbábue foram forçados a ir às urnas no segundo turno das eleições presidenciais de ontem, disse o líder oposicionista e ex-candidato Morgan Tsvangirai. Em uma entrevista durante a votação, ele disse que os zimbabuanos foram "intimidados" a votar, mas muitos se recusaram. Segundo Tsvangirai, a eleição de ontem foié um ato de uma ditadura que "tenta desesperadamente se legitimar".
O Zimbábue compareceu às urnas para uma eleição presidencial na qual o atual presidente, Robert Mugabe, tem a vitória garantida, já que é o único candidato depois da desistência de Tsvangirai, anunciada no último domingo. Leia também: Isolar Mugabe pode ser solução para crise no Zimbábue, diz especialista
Os quase 9 mil locais de votação abriram as portas às 5h GMT (2h de Brasília) em um ambiente sombrio. As portas permaneram abertas até 17h GMT (14h de Brasília), e 5,9 milhões de zimbabuanos estão registrados para votar.
Nas primeiras horas de votação, o comparecimento às urnas era baixo, segundo jornalistas das agências internacionais.
No bairro de Greendale, um grande número de pessoas fez fila para conseguir pão em um shopping center, mas apenas dez eleitores podiam ser vistos em um local de votação próximo. "Eu preciso primeiro conseguir comida para então, talvez, votar. Eu ouvi dizer que poderia haver problemas para os que não votarem", afirmou Tito Kudya, um desempregado.
Mugabe, de 84 anos, está no poder desde 1980, data da independência, e governa um país em crise, assolado pela hiperinflação e pela epidemia de Aids. Ele é o único candidato na disputa depois da desistência de Tsvangirai, que alegou a onda de violência contra seus partidários, que, segundo ele, deixou 85 mortos.
Depois de dar entrevista ontem, Tsvangirai voltou a se abrigar na embaixada holandesa no Zimbábue, onde passou a maior parte da última semana por medida de segurança
O líder do MCD derrotou Mugabe no primeiro turno, em 29 de março. Nas eleições, que também foram legislativas, o partido de Tsvangirai obteve maioria na Câmara dos Deputados, que pertencia ao movimento ZANU-PF de Mugabe há 28 anos.
"O resultado da eleição de ontem não tem significado porque não reflete a vontade do povo do Zimbábue, apenas seu medo", acrescentou Tsvangirai, que pediu ainda à população que não comparecesse às urnas.
Mugabe vota - Robert Mugabe votou em um bairro elegante de Harare ontem. "Me sinto em plena forma e sou muito otimista", declarou o presidente aos jornalistas reunidos diante do local de votação em Highfield. O chefe de Estado estava acompanhado da mulher, Grace, e de dois filhos.
inícioAustrália, (EFE) - O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, anunciou ontem continuará governando seu país e não se candidatará ao cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
"Decidi não apresentar minha candidatura para o cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e ficarei no Timor-Leste no futuro próximo", disse Ramos Horta em entrevista coletiva em Díli. Os Governos de Brasil, Austrália e Portugal tinham expressado seu respaldo à nomeação de Ramos Horta, de 58 anos e Nobel da Paz, para substituir a canadense Louise Arbour. "Deixar o Governo agora acarretaria em eleições antecipadas, e isso seria injusto com o povo, que foi às urnas três vezes em 2007. Inevitavelmente surgiriam novas tensões com conseqüências previsíveis para o país", explicou o governante, que ainda tem quatro anos de mandato.
O líder do opositor Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), José Teixeira, disse ontem que apoiaria a candidatura de Ramos Horta ao cargo da ONU, mas afirmou que se ele aceitasse o posto seria preciso realizar eleições presidenciais.
Ramos Horta não esclareceu hoje se manteve contatos com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e se limitou a agradecer a "todos os países que nas últimas semanas" lhe encorajaram a apresentar sua candidatura para o posto.
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