O PMDB realiza hoje, o que seus militantes estão chamando de "a maior convenção da história política de Campina Grande". Esse enaltecido título se deve ao fato de reunir nesse encontro 13 partidos, que vão marchar juntos em nome da reeleição do prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). A convenção acontece no Ginásio do Clube Campestre, no bairro do Catolé. Na ocasião, serão homologados também os nomes de aproximadamente 130 pré-candidatos a vereador.
As maiores lideranças do PMDB estadual estarão presentes à convenção. Já estão confirmadas as participações do senador José Maranhão, do deputado federal Vital do Rêgo Filho, entre outros. Também se farão presentes vereadores, deputados estaduais, candidatos a uma vaga na Câmara Municipal de Campina Grande e todas as lideranças ou representantes dos partidos aliados ao atual prefeito campinense.
Os convencionais estarão no local durante todo o dia, mas como tradicionalmente acontece, o evento político será encerrado com os discursos das lideranças partidárias do PMDB e representantes de outras legendas. A convenção vai servir para homologar a candidatura à reeleição do prefeito Veneziano Vital e do vice-prefeito José Luiz Júnior (PSC). Com atitudes positivas e confiantes na vitória durante essas eleições, os peemedebistas afirmam que essa será a maior convenção de história de Campina Grande.
Tanto pelo número de partidos quanto pela quantidade de candidatos. São cerca de 130 pré-candidatos à vereança, enquanto que a chapa majoritária, a ser encabeçada por Veneziano, contará com 13 partidos aliados (PC do B, PCB, PT do B, PSDC, PMN, PT, PSB, PRB, PSC, PSL, PMDB, PRTB e PPS). O prefeito vive uma realidade totalmente diferente das últimas eleições municipais, realizadas em 2004. Naquela época, o então vereador Veneziano Vital contava com o apoio de apenas quatro partidos (PMDB, PPS, PDT e PAN). Para as vagas da Câmara, haviam apenas 49 candidatos a vereador.
Mesmo assim Veneziano venceu as eleições, de forma apertada, mas obteve minoria absoluta no Poder Legislativo. A expectativa é de fazer, para a próxima legislatura, um número superior ao que a oposição detém hoje. Segundo os peemedebistas, o momento é de muita festa, pois a convenção de hoje coincidi com o dia em que Campina Grande encerra a edição de 2008 do Maior São João do Mundo. "Será, com certeza, um momento muito especial e festivo para todos nós, sendo mais um passo visando dar continuidade ao trabalho de transformação política e administrativa iniciada em 2004, quando conquistamos a Prefeitura", destaca Veneziano Vital.
O ex-senador Ney Suassuna (PMDB) é uma das grandes lideranças peemedebistas que não vão participar da convenção de hoje. O primeiro motivo é que o ex-senador ainda não definiu se vai apoiar a reeleição de Veneziano Vital, e se mostra propenso a subir no palanque de Rômulo Gouveia (PSDB). O segundo motivo está relacionado com a saúde. Ney foi internado na última quarta-feira, em Brasília, depois de passar mal enquanto participava de uma programação de contatos no Congresso Nacional.
Não houve grandes complicações, mas essa indisposição fez com que o ex-senador cancelasse seus compromissos na Paraíba. Estava prevista a visita de Ney no Parque do Povo nesses últimos dias do São João, além de visitas a vários municípios paraibanos, para definição de apoios políticos. Durante a internação, a equipe de médicos que o assistia solicitou exames para saber o que havia ocorrido. Ney recebeu alta um dia depois e se encontra no Rio de Janeiro. As suspeitas dos médicos são de que o ex-senador pode ter sido acometido de dengue ou de uma infecção intestinal. Porém, Ney está bem e disse que o pior já passou, já que recebeu dos médicos a informação de que não se trata de algo grave. Por conta do problema, Ney foi orientado pela equipe médica a evitar realizar esforço físico e a procurar descansar, resultando no cancelamento da viagem que faria à Paraíba.
Ney confirmou que vai aguardar o resultado dos exames para saber o que realmente houve, mas disse estar feliz por ter sido tranqüilizado pelos médicos em relação à não gravidade do caso. Ele se mostrou disposto a cumprir a orientação médica de evitar esforço físico e procurar se cuidar. Há poucos dias, Ney se submeteu a uma cirurgia e estava no período de recuperação. O ex-senador afirmou ainda que vai esperar uma melhora substancial e uma nova orientação da equipe médica que o assistiu para poder agendar uma nova vinda ao Estado.
início
A Prefeitura Municipal de Campina Grande terá que divulgar, todos os meses, os valores arrecadados a título de multas de trânsito pela Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STTP). É o que prevê o Projeto de Lei 204/2007, aprovado na última semana, na Câmara Municipal de Campina Grande. A matéria é de autoria do vereador João Dantas (PTN), líder da oposição, e preza pela transparência.
De acordo com o vereador, são inúmeras as reclamações da população sobre o excessivo número de multas que vêm sendo aplicadas pela STTP. Segundo a proposta do parlamentar, o relatório mensal a ser publicado pela PMCG, tanto no Semanário Oficial do Município, como no site oficial da Prefeitura, deverá constar o motivo da autuação, a especificação dos locais de ocorrência das infrações e a placa do veículo.
Para o vereador, o Projeto está de acordo com a Constituição Federal, no art. 37 "caput", que consagra expressamente os princípios da moralidade e publicidade. Segundo João Dantas, o que vale é a idéia comum de transparência e honestidade no trato da coisa pública. E que a sua iniciativa está em sintonia com a Carta da República, tendo por objeto permitir o esclarecimento de um ponto obscuro no tocante aos recursos oriundos de multas de trânsito e, ao mesmo tempo, imprimir transparência à gestão da coisa pública.
Conforme esclareceu o líder da oposição, essa medida já foi aplicada em várias unidades da Federação. "Todavia, em Campina Grande, onde a arrecadação é significativa, não existe essa mesma transparência", reclamou o vereador, ao afirmar que isso é um anseio da população em geral, mas especificamente dos motoristas que trafegam na cidade. "Eles não ficam sabendo do valor arrecadado e muitos menos o destino desses valores".
João Dantas concluiu dizendo que essa iniciativa não implicará em gastos para o erário, por se tratar de uma medida que visa o aperfeiçoamento da moralidade dos atos administrativos.
inícioO vereador Fernando Carvalho (PMDB) está propondo à Prefeitura de Campina Grande que, através da Secretaria Municipal de Educação, sejam realizadas campanhas de incentivo à leitura. Deverão ser realizadas junto às escolas públicas e privadas, com o intuito de incentivar a visitação dos alunos às bibliotecas públicas da cidade. Pesquisas mostram que as bibliotecas da cidade são pouco utilizadas.
De acordo com o peemedebista, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2002, a biblioteca ainda é vista como um lugar desinteressante para a população. Conforme os dados, 67% dos entrevistados afirmaram que sabem da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, mas 73% declararam que não costumam usar o serviço.
O vereador informou que em Campina Grande a realidade não é das melhores. Segundo ele, de uma população composta por 375 mil habitantes, a média diária mensal de visitas à Biblioteca Municipal Felix Araújo, localizada no Centro, é de 5.400 pessoas. "Um número considerado irrisório, levando-se em consideração a quantidade de habitantes e o alto grau de desenvolvimento científico-cultural da cidade", ressaltou Carvalho.
A pesquisa mostra que a maioria dos freqüentadores do local é composta de estudantes do ensino médio e também de pessoas que buscam conhecimento para prestar concurso público.
inícioO prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), foi escolhido o melhor administrador público entre os gestores públicos das capitais do Nordeste, segundo pesquisa do Instituto Brasmarket. O levantamento, realizado entre 9 e 16 de junho deste ano, avaliou os prefeitos nordestinos em duas categorias: Excelência Administrativa e Excelência Política.
Ricardo Coutinho foi eleito Top de Excelência Administrativa Região Nordeste por ter obtido a melhor avaliação em 14 das 27 áreas e serviços da administração pública. Os melhores índices de Ricardo foram registrados nos setores de meio ambiente, transporte, habitação e moradia (veja quadro).
Na segunda colocação, aparece o prefeito de São Luiz, Tadeu Palácio (PDT), que conseguiu os melhores índices em 5 itens (cultura, qualidade dos asfaltos, limpeza das ruas, obras e saneamento básico). A terceira posição foi conquistada pelo prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB), com melhor avaliação em quatro itens (qualidade da merenda escolar, apoio à agricultura, preparo dos professores e qualidade das escolas).
A pesquisa não indica os índices com as piores avaliações dos atuais gestores, mas demonstra que a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, não conseguiram vencer em nenhum dos itens pesquisados.
Excelência Política - No Ranking da Excelência Política, o melhor desempenho ficou com o prefeito de São Luiz, Tadeu Palácio (PDT), que conquistou a primeira colocação com 77% de aprovação de capacidade pessoal, 85% em capacidade de comando e 71,3% em simpatia. O segundo lugar foi conquistado por Silvio Mendes, de Teresina. Ricardo Coutinho ficou na terceira colocação, conseguindo a melhor avaliação (80%) no item empenho no combate a corrupção e honestidade.
O diretor do Instituto Brasmarket, Sidney Kuntz Jr., informou que, além de destacar as experiências mais aprovadas pela sociedade e os méritos dos gestores, a pesquisa também indica quais os exemplos que merecem ser seguidos em todo o País. Segundo ele, os prefeitos também passam a ter um parâmetro para avaliar a capacidade e o desempenho de cada auxiliar e serviço público, a qualidade da comunicação social e sua capacidade de comunicar-se com a sociedade e a própria demanda social em relação a cada área de sua gestão.
Para a realização da pesquisa, o Instituto Brasmarket entrevistou 600 pessoas em cada uma das capitais nordestinas. A margem de erro é de 4%.
inícioFaltando pouco mais de 15 dias para o início oficial das campanhas eleitorais nas ruas o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), depois de alardear aos quatro ventos sua pré-candidatura a prefeito de Recife, anunciou que deixaria a disputa. Mas o que mais chamou atenção foi o motivo: a falta de recursos para levar a campanha adiante. O recuo de Jungmann se justifica quando se olha com uma lupa os custos de uma candidatura a prefeito. São gastos pelos menos R$ 500 mil. E analistas políticos alertam para chegar lá é preciso de muita estrutura, além da ajuda de doações de empresas.
Boa parte destes recursos é investido em propaganda e marketing. É o que mostra a prestação de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há ainda despesas com alimentação, aluguel de imóveis, combustíveis, entre outros. A média de gasto dos nove prefeitos eleitos das capitais do Nordeste nas últimas eleições municipais de 2004 foi de R$ 784 mil.
Quem mais gastou foi o prefeito de Maceió (AL) José Cícero Soares. Para conquistar 189.697 votos no segundo turno investiu R$ 2,7 milhões. Gastou pelo menos R$ 114 mil em propaganda e impressos. A previsão inicial repassada ao TSE para a campanha do pedetista era de R$ 5 milhões. No ranking dos maiores gastadores estão o prefeito de São Luis (MA), Tadeu Palácio com R$ 2,050 milhões e o prefeito de Recife (PE), João Paulo com R$ 2,019 milhões.
A diferença de investimento de Soares para o prefeito eleito das capitais que menos teve recursos é de seis vezes. O prefeito de Teresina (TI), Silvio Mendes, se comparado com aos colegas de municípios, foi discreto. Pagou R$ 459 mil. Suas maiores despesas também foram com marketing e propaganda. O líder do PT na Câmara, Mauricio Rands (PE), diz que é natural o investimento em campanha. "É o meio que torna o candidato e seu programa político conhecido. Quanto mais divulgação tiver, maiores são as chances de se conquistar um voto", afirma o líder.
Para Jungmann, que reascendeu na cena política as discussões em torno do financiamento de campanha, o atual sistema é excludente e "massacrante". O deputado justifica que saiu da corrida municipal porque percebeu que não conseguiria emplacar o ritmo desejado na campanha por conta das dificuldades financeiras para garantir boas condições de competitividade. "Essa ousadia começou a ter dificuldades naquilo que é a viabilização material que uma campanha exige. Esse é o jogo pesado da materialidade. Não sofremos de anencefalia de idéias e propostas, mas nesse jogo somos menores. Evidentemente que você vai esbarrando com essa dificuldade, que é material, é objetiva", considerou Jungmann.
O ex-prefeiturável argumenta que para ter condições de brigar pela prefeitura é preciso fazer parte de um esquema, uma espécie de lei de mercado. "Para buscar competir no plano material, você entrar em uma bolsa de compra e vendas. É simplesmente se vender ou se deixar comprar", declarou Jungmann. E completou: "Vergonha não é não ter dinheiro. Vergonha é não ter vergonha de buscar dinheiro fazendo qualquer tipo de acordo".
Em meio ao discurso de Jungmann, o cientista político Murillo de Aragão, presidente da Arko Advice, lembra que o deputado federal também enfrentou outro problema. "Raul Jungmann desistiu de ser candidato a prefeito de Recife. Alegou falta de grana para a campanha. Deve ser verdade. Mas o principal é a falta de votos", alfineta o cientista.
Segundo Aragão, a primeira pesquisa Datafolha na capital pernambucana apontou Mendonça Filho (DEM) com 21% das intenções de voto, um empate técnico com Cadoca (PSC), que fica com 19% das preferências. Vêm a seguir Raul Henry, do PMDB, com 8%, Luciano Siqueira (PC do B), com 7%, e Raul Jungmann com 6%. Na avaliação do cientista, quando se tem intenção de votos, o dinheiro aparece. "Em Pernambuco, berço do PPS, o partido está emparedado. Pior, sem um discurso convincente. Infelizmente, para a democracia, é um péssimo sinal que um candidato de um partido sério deixe de concorrer por falta de verba", ponderou.
Jungmann prefere ignorar a provocação e destaca que sua decisão deve ser tomada pelos parlamentares de quanto é urgente a necessidade de votarmos uma reforma política, destacando a necessidade do financiamento público de campanha. Há nas gavetas da Câmara um projeto de lei que cria o financiamento público de campanhas e prevê a distribuição dos recursos, garantidos pelo Orçamento da União, na proporção das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados e do eleitorado de cada estado. O custo para os cofres públicos seria de R$ 7 por eleitor em anos de eleição.
início