A tentação nas lojas de eletrodomésticos e móveis é grande. Alguns consumidores resistem, outros, indiferentes às altas taxas de juros, que é conseqüência da crise financeira mundial, se deixam levar pela ofertas de compra fácil e acabam realizando o velho sonho de consumo. Para esses consumidores, o que importa mesmo é a parcela caber no bolso. São esses os consumidores que levam alguns lojistas a não falarem em reflexos negativos e a demonstrarem otimismo em relação às vendas de final de ano. Eles esperam que esse setor, que ocupa o 1º lugar em vendas, um crescimento de até 33%, em relação a igual período do ano passado. Esse aumento nas vendas se deve também ao pagamento da primeira parcela do 13º salário que é geralmente investido por alguns consumidores no parcelamento da compra do móvel ou eletrodoméstico.
"Apesar da crise, as vendas, que estavam apenas um pouco lentas, já começam a reagir, mas a tendência é melhorar a partir da próxima quinta-feira, quando os trabalhadores embolsam parte da gratificação natalina", prevê o atendente líder do Atacadão dos Eletros, Edmilson Roberto dos Santos, que espera um aumento no volume de vendas em torno de 25% na loja onde trabalha.
Ele ainda informou que 75% das vendas feitas na loja são por meio do cartão de crédito cujas parcelas vão até dez meses, o restante prefere comprar pelo crediário com pagamento em até 24 meses. Nesse caso, para agarrar o cliente algumas financeiras estão oferecendo planos de pagamento da primeira parcela para depois do carnaval.
Nessa loja estão sendo líder de vendas geladeiras e fogões de cinco bocas. A geladeira mais procurada custava no ano passado R$ 729,00, hoje, custa R$ 699,00. Quem não comprou o fogão de uma determinada marca no ano passado e deixou para comprar agora vai desembolsar mais alguns reais. Nesse mesmo período de 2007 ele custava R$ 1.455,00, hoje custa R$ 1.599,00, ou seja, R$ 144,00 a mais.
Do mês de outubro até hoje outra loja do ramo vendeu cerca de 50 aparelhos de televisão de 21 polegadas. Esse é o produto líder de vendas, afirmou o gerente da Insinuante, Alex Sandro Brito, acrescentando ser o preço o atrativo. Em 2007 ela custava R$ 499,00, hoje, custa R$ 359,00.
Ele disse que as vendas realizadas nos meses de setembro e outubro foram
melhores que no atual período, porém, se comparadas às
vendas feitas nesse mesmo período do ano passado estão superiores.
Cautela - A crise financeira está deixando cautelosos os consumidores.
Um exemplo é a de Débora Nóbrega, residente na Rua Santo
Antônio, no bairro do mesmo nome. Reformando cozinha e banheiro ela
disse ser preciso ter muito cuidado com as despesas. "Uma coisa de cada
vez. Primeiro a reforma, depois a substituição dos eletrodomésticos.
Não dá para fazer tudo de uma só vez para não
correr o risco de se endividar", enfatizou.
Quem não quis se arriscar nesse tempo de crise foi o casal Heloísa Ramos e Walter Carneiro, que chegaram do Rio de Janeiro para fixar residência em Olivedos. Eles compraram geladeira, televisão de 14 polegadas e ventilador à vista. Pagaram R$ 1.370,00. A oferta de que poderiam parcelar em 12 vezes de R$ 137,00 ou 24 vezes de R$ 128,00 não atraiu o casal. Em uma loja comercial da cidade, a dona-de-casa Lindomar Farias, residente no Pedregal, estava pesquisando o preço de um computador. "Esse é o meu sonho de consumo. Vou pesquisar o preço o quanto for preciso até encontrar uma parcela que eu tenha condição de pagar.
inícioPassada a eleição, Thompson disse que o resultado da consulta refletiu a vontade da comunidade acadêmica em lutar pela autonomia e serviu como instrumento abalizador do caminho trilhado pelos reeleitos à frente da administração universitária. Segundo o reitor, os professores, servidores e estudantes que votaram "disseram não à anarquia, ao cipoal de recursos judiciais e ao achincalhamento do Colegiado Pleno, órgão deliberativo maior da universidade".
Thompson considerou expressiva a participação das categorias na eleição, mesmo o pleito tendo sido bastante tumultuado, com quase dois meses de atropelos, devido à concessão e revogação de liminares e julgamentos de agravos. Sobre o número de votantes entre o alunado, ele disse ser historicamente baixa a quantidade de alunos que exercem seu voto. "Para se ter uma idéia, na última eleição, com duas chapas concorrentes, apenas 35% dos alunos foram às urnas", explicou.
Sobre as metas do seu próximo mandato, o professor elencou cinco pontos principais. Como o mais importante, ele ressaltou a criação da Universidade Federal do Sertão, envolvendo os campi de Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, o que resultaria em mais uma universidade pública no Estado, proporcionando melhoria na educação e na condição de vida dos paraibanos.
A consolidação do projeto Reuni também foi citada por Thompson. Com a ação, 20 novos cursos serão criados e os atuais reestruturados, através da atualização dos seus projetos pedagógicos. De acordo com o reitor, o Reuni projetará a UFCG como referência nacional no ensino, pesquisa e extensão, além de injetar mais de R$ 100 milhões no orçamento anual da instituição.
Também são metas de Thompson a implantação dos campi da UFCG em Itaporanga e Itabaiana e do Colégio Agrícola de São João do Rio do Peixe; a criação das residências e restaurantes universitários onde ainda esses serviços não existem dentro da universidade; e a continuidade do projeto de democratização do acesso ao ensino, criando meios que mantenham o aluno na universidade e diminuam o índice de evasão.
Posse - A Comissão Especial Eleitoral tem até a próxima sexta-feira, para entregar o relatório final, com o resultado da eleição, à Secretaria dos Órgãos Deliberativos Superiores (Sods). Em seguida, o Colegiado Pleno do Conselho Universitário será convocado e irá deliberar sobre a homologação do resultado e a composição da lista tríplice a ser encaminhada ao Ministério da Educação.
Thompson Mariz e Edílson Amorim administrarão a Universidade Federal de Campina Grande de fevereiro de 2009 a dezembro de 2012. O reitor presidirá o Conselho Universitário e os seus colegiados plenos, sendo o executor das demandas político-administrativas de todos os conselhos superiores da instituição.
inícioEm funcionamento desde o último dia 28 de outubro, em todo o país, o Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (Cineb), um site de consulta de crédito contendo o nome dos estudantes devedores de escolas e universidades particulares brasileiras, recebeu muitas adesões de escolas particulares de ensino fundamental e médio de Campina Grande, mas as universidades privadas da cidade ainda não estão utilizando o serviço. A justificativa para a não adesão ao sistema está no aguardo de uma orientação específica da Associação Paraibana de Mantenedoras do Ensino Superior (APMES), para a utilização do Cineb, conforme informou Tiago Torquato, diretor financeiro de uma universidade local.
Diferentemente da maioria das universidades privadas brasileiras, que já aderiram ao cadastro, as faculdades particulares campinenses continuam consultando o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC), na hora de efetuar a matrícula dos estudantes. No caso dos alunos que possuem débito, a matrícula é efetuada mediante a apresentação de um fiador.
Em Campina Grande, as universidades particulares, juntas, possuem cerca de oito mil alunos. Elas seguem a média nacional e registram uma inadimplência em torno dos 20%. O índice preocupa os diretores das universidades, mas os mesmos garantem que os alunos não sofrem nenhum prejuízo acadêmico pelo fato de terem débitos com a universidade. "Mesmo com valores em aberto na tesouraria da faculdade, todos os alunos têm seus direitos assegurados em todos os aspectos. Eles assistem às aulas, realizam as provas e, até mesmo, recebem seus diplomas", ressaltou Oswaldo Bianchi, gerente financeiro da Facisa.
Sistema - O Cineb pode ser acessado por todas os estabelecimentos de ensino particular do país que tenha aderido ao sistema. Caso seja constatado algum relato de inadimplência do estudante interessado em se matricular, a escola ou universidade poderá recusar a matrícula. Com o Cineb, a escola que aderir ao sistema terá a possibilidade de fazer consultas imediatas sobre quem se matricula, a situação dos cheques utilizados nos pagamentos, o perfil do crédito do usuário e os registros (problemas) existentes com o interessado.
Os dados do cadastro são sigilosos e não podem ser informados para nenhuma pessoa ou instituição que não esteja filiada ao programa. De acordo com os termos de utilização do site, antes do nome do inadimplente ser inserido no cadastro, o mesmo recebe, com dez dias de antecedência, uma carta informando sobre a dívida e a inclusão do nome no Cineb. Dentro deste prazo, é possível regularizar a situação e somente no caso de não haver negociação o nome será incluído no cadastro.(TB)
inícioUm projeto criado pelo ambientalista Everaldo Fablício, mais conhecido como "Aramy", tem ajudado a preservar algumas espécies de aves em extinção e tornado Fagundes em uma área de proteção ambiental. Denominado de "Biqueira Velha", o projeto consiste na utilização de placas nas porteiras dos sítios e fazendas de Fagundes demarcando a área protegida dos caçadores. As placas feitas a partir da reutilização de calhas de zinco advertem os caçadores com a inscrição "proibido caçar e capturar animais". O gesto aparentemente simples já salvou muitos animais ameaçados de extinção da mira das espingardas dos caçadores da região, conforme garante o próprio idealizador do projeto.
Segundo Everaldo Fablício, muitos proprietários de sítios e fazendas de Fagundes aderiram ao projeto e afixaram as placas em suas propriedades alertando os caçadores sobre a proibição. O projeto "Biqueira Velha" foi idealizado há mais de 20 anos. Durante esse período mais de duas mil placas foram feitas usando pedaços de zinco. Desde que o projeto começou a ser executado que a caça predatória diminuiu significativamente em Fagundes, segundo assegura Aramy.
Ele explica que criou o Biqueira Velha na década de 80 depois de observar que alguns pássaros como o azulão e o galo de Campina estavam em extinção por conta da caça predatória. Como não tinha recursos para investir em um projeto mais arrojado, Aramy disse que teve a idéia de reaproveitar os pedaços de zincos das biqueiras velhas para confeccionar as placas. Inicialmente as placas alertando para a proibição de caças e capturas de animais foram afixadas na propriedade da avó de Aramy.
Com o passar do tempo, outros fazendeiros e pequenos proprietários de terras aderiram ao projeto. Aramy explica que a pessoa que adere ao projeto, automaticamente garante que dentro de sua área territorial, os animais estão salvos da ação dos caçadores e de pessoas que capturam os pássaros para vender. O tráfico de animais silvestres praticamente desapareceu da região. "Hoje, quase toda a propriedade no município de Fagundes tem uma placa. O local se transformou em uma grande área de preservação ambiental", afirmou Aramy. (Severino Lopes)
inícioDepois de um ano de capacitações e apoio às micro empresas, Campina Grande tem quase 100 novos negócios a mais do que no ano passado. De janeiro até ontem, o município ganhou 754 novos empreendimentos comerciais, 85 a mais do que no ano de 2007, que fechou com 669 novas lojas, lanchonetes e outros pequenos estabelecimentos, conforme dados da Junta Comercial Paraibana. O órgão não soube informar a quantia que será injetada no mercado com vendas e geração de emprego, mas estimou que foi duplicada a oferta de postos de trabalho na cidade.
Essas e outras abordagens positivas serão debatidas durante a Semana Global do Empreendedorismo para incentivar a atuação no setor que mais cresce no Brasil. A campanha começou no último domingo, em João Pessoa, e foi prolongada para Campina Grande com a realização de palestras.
A palestra feita em Campina Grande, na última segunda-feira, foi ministrada pela diretora da Fundação Parque Tecnológico, Elma Araújo, sobre "Financiamento para projetos inovadores" apresentando o Programa Primeira Empresa (Prime), criado pela Finep para apoiar empresas inovadoras que operem alguma transformação de conhecimento no Brasil.
Outra palestra com o tema "Como vender mais e melhor" foi ministrada por Roberto Braga, do Sebrae Campina Grande. Como pesquisador do atendimento no comércio, Roberto expôs como deveria ser uma boa abordagem ao cliente, o que pode mudar a cara do comércio local. "Sabemos que a cidade não trabalha ainda com um atendimento de qualidade. Pretendemos mostrar como é simples implementar esse item importante e necessário, tão solicitado pelo consumidor", explicou.
A campanha prosseguiu ontem, para despertar a atitude empreendedora que existe em cada pessoa. Considerada como o maior movimento mundial de estímulo à atividade empreendedora, a Semana Global do Empreendedorismo será realizada pela primeira vez em todo o país com atividades realizadas simultaneamente em três cidades paraibanas. Além de João Pessoa e Campina Grande, Patos, no Alto Sertão, está mostrando o mesmo panorama da campanha.
Motivação - O evento faz parte da campanha nacional "Bota pra Fazer" e pretende motivar a prática de projetos e idéias. A Semana Global propõe a oportunidade de ampliar conhecimentos sobre o empreendedorismo de forma gratuita. (Narriman Rosendo Rocha)
inícioA proximidade do verão é um convite para que os banhistas lotem praias, açudes e piscinas, para desfrutar o sol forte da estação. Porém, o Corpo de Bombeiros faz um alerta para o risco de afogamentos nesta época do ano. No período de janeiro a outubro de 2008, o CB já registrou 31 mortes por afogamento na região do 2º Batalhão de Bombeiros de Campina Grande, que abrange 66 municípios. Durante todo o ano passado, ocorreram 23 mortes.
O último caso registrado pelo Corpo de Bombeiros local foi a morte do garoto José Daniel Filho, 11 anos, que faleceu na tarde do último domingo, quando se banhava no Açude José Rodrigues, no Distrito de Galante. O corpo do menino só foi encontrado pelos bombeiros por volta das 15h da segunda-feira.
Conforme o pai da vítima, o agricultor José Daniel da Silva, 77, residente na Rua Ednaldo de Melo, no mesmo distrito, o garoto saiu de casa, na tarde de domingo, junto com a irmã de 12 anos e uma vizinha de 13 anos. Os três menores foram sozinhos ao reservatório.
José Daniel Filho não sabia nadar e acabou morrendo afogado,
a uma distância de cerca de 30 metros da margem do açude. A irmã
dele, que estava no reservatório no instante do afogamento, disse que
ele foi levado para o fundo pela adolescente de 13 anos, que sabia nadar.
"Eu desconfio que ela tenha feito isso de propósito, pois eles
não se davam bem e costumavam brigar", comentou a menina.
Os familiares da vítima também desconfiam que o garoto tenha
sofrido um ataque epiléptico. Ele sofria de epilepsia há vários
anos e tomava medicação controlada. Moradores da região
disseram que desde a construção do Açude José
Rodrigues, há nove anos, já foram registrados 18 afogamentos
no local. O corpo de José Daniel Filho foi sepultado, na manhã
de ontem, no Cemitério Público de Galante.
Dados - Conforme informações do sargento Manoel Henrique da Rocha, a maioria das mortes por afogamento, registradas este ano, ocorre nos açudes da região e a principal causa é a imprudência dos pais, que não têm a devida atenção com os filhos menores ou o consumo de bebida alcoólica durante os banhos.
O oficial bombeiro alertou que os pais devem redobrar a atenção com os filhos, principalmente os moradores da zona rural, que residem nas proximidades dos reservatórios. As excursões que transportam crianças e adolescentes para praias do litoral paraibano ou açudes da região também merecem cuidados por parte dos pais. "Os pais não devem deixar que seus filhos participem desses passeios sozinhos e no próprio local devem redobrar a atenção", comentou o sargento.
Os adultos também devem evitar o consumo exagerado de bebida alcoólica quando estiverem participando de passeios em açudes e praias. O efeito do álcool acaba prejudicando o reflexo e causando o cansaço que aumenta o risco de afogamento.
Já para os banhistas que presenciarem um afogamento, só se deve tentar socorrer a vítima quando a pessoa se sentir preparada para realizar o socorro, caso contrário, a tentativa pode acabar em morte.
inícioMais uma vítima do "maníaco do Catolé" procurou a Delegacia de Vigilância Geral de Campina Grande para denunciar o vigilante Fernando Mendes da Silva, 29 anos e que reside na Rua Edmundo Pereira de Assis, naquele bairro, como autor da violência sexual. Uma estudante universitária de 21 anos reconheceu o acusado, na noite de segunda-feira, e disse que foi vítima de uma tentativa de estupro, supostamente praticada pelo suspeito, no último dia 28 de outubro.
Segundo informações do delegado Wagner Dorta, a vítima havia saído de uma academia de ginástica, no bairro do Catolé, por volta das 20h, quando passou a ser seguida pelo vigilante. Ao ser abordada pelo acusado, a estudante saiu correndo, quando ele sacou um revólver e efetuou dois disparos contra a vítima. Ela foi atingida com dois tiros nas pernas. Ao perceber a vítima caída ao chão, Fernando Mendes teria desistido do estupro e saiu correndo do local, de acordo com informações repassadas pela vítima.
A jovem reconheceu o acusado através da imprensa e decidiu procurar a delegacia. Neste caso, o vigilante irá responder pelo crime de tentativa de homicídio. O acusado já havia sido indiciado pelos crimes de estupro, roubo qualificado e porte ilegal de arma qualificado. De acordo com estimativa do delegado Wagner Dorta, o acusado poderá ser condenado a uma pena de 30 anos.
Até o fechamento desta edição, Fernando Mendes continuava no Hospital Antônio Targino, onde se encontra internado, após ter sofrido um ataque epiléptico, na manhã de segunda-feira, na Central de Polícia. Ontem pela manhã, o vigilante concedeu entrevista e negou todas as acusações que estão sendo apresentadas contra ele.
Armação - De acordo com Fernando Mendes, ele está sendo vítima de uma "armação", planejada por vizinhos inimigos, que supostamente pegaram suas fotos na internet e trataram de acusá-lo. "Os responsáveis por esta armação foram alguns vizinhos que tiveram acesso às minhas fotos e montaram tudo", disse o acusado.
O vigilante reclamou das agressões praticadas pelos policiais durante sua prisão. Ao ser interrogado sobre o aparelho celular de uma das vítimas, encontrado na residência dele, Fernando disse que comprou o objeto sem a nota fiscal do aparelho e chegou a emprestar o celular para a sua namorada, com quem fazia planos de se casar.
Com relação ao revólver, ele disse que a arma pertence a um amigo que estaria recebendo ameaças de morte e teria pedido que ele guardasse o revólver na casa do vigilante. "Todos os dias eu saía da escola onde trabalhava como vigilante e ia direto para casa. Tenho testemunhas que podem comprovar esta informação. Eu não cometi essas atrocidades", assegurou. (TA)
inícioO soldado do Exército Alexandre Magno do Nascimento, 19 anos, morreu na manhã de ontem, no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Ele havia sido internado na madrugada do último sábado, depois de ser baleado na cabeça, quando participava de um lual na Praia de Gramame. O soldado morreu horas depois de a polícia prender um rapaz, acusado de envolvimento no crime.
O soldado foi ferido após reclamar de manobras de um motorista, que dirigia o carro em zig-zag. Um dos acusados, Gerlyan Jangue Barbosa Silva, 25, foi preso, mas nega a autoria do crime.
O grupo que acompanhava o soldado foi surpreendido com os disparos que partiram de dentro do carro. O também soldado do Exército Alexandre Galvão Pereira, 18, e uma adolescente de 16 anos, foram feridos e socorridos para o Hospital de Trauma.
Gerlyan Jangue confessou ter estado na noite de sábado, na Praia de Gramame, em companhia de duas mulheres, mas ao ser preso na noite de segunda-feira, negou ter se envolvido no crime. O veículo, um Celta de cor preta, utilizado por Gerlyan que, segundo a polícia, é um ex-presidiário, foi apreendido para ser submetido à perícia.
O acusado foi preso no Bairro dos Novais, em João Pessoa. Apesar de ter sido reconhecido por dois militares que estavam em companhia das vítimas, na ocasião do atentado, Gerlyan afirma que esteve no local com duas mulheres, mas nega ser o autor dos disparos que feriram os soldados.
inícioA Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba indeferiu,
ontem, o pedido de habeas corpus requerido pelo vice-prefeito do município
de Curral Velho, João Estrela. Ele está preso em Patos, acusado
de dar fuga aos assassinos do irmão da vereadora eleita de João
Pessoa, Sandra Marrocos (PSB), Silvino Marrocos. O relator do processo foi
o desembargador Leôncio Teixeira Câmara.
Silvino Marrocos, também conhecido como "Gato", era candidato
à vice-prefeito na cidade de Curral Velho, na última eleição,
e foi assassinado em casa, quando dormia. O habeas corpus já tinha
sido negado pela Comarca de Itaporanga e agora João Estrela pode recorrer
da decisão da Câmara Criminal ou esperar o julgamento na cadeia.
Também na sessão da Câmara Criminal, os magistrados denegaram, por unanimidade, um habeas corpus, que visava por em liberdade Alex Roberto de Adonias Dantas, conhecido por "Robertinho". Ele está preso desde 24 de janeiro deste ano, na Comarca de Patos, acusado com mais 25 réus de participar de uma quadrilha que praticava comércio ilegal de armas no Sertão da Paraíba. O relator do processo é o desembargador Nilo Luiz Ramalho Vieira
A denúncia foi ofertada pelo Ministério Público no dia 9 de março deste ano e o parecer da Procuradoria Geral de Justiça foi pela denegação do habeas corpus. O grupo foi desmantelado pela Polícia Federal, dentro da "Operação Rede Marginal".
inícioTransformações na área também atingiram as instituições e cursos, bem como a estrutura e a organização do setor
O Ensino Superior brasileiro ganhou mais de 4,5 milhões de novos estudantes entre os anos de 1980 e 2006. Os dados são resultados da comparação dos últimos censos da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Entretanto, a evolução do sistema não se restringe à expansão do acesso. Em seus 200 anos de história, completados neste ano, as transformações atingiram os números de instituições e cursos, que se multiplicaram, bem como a estrutura e a organização do setor, que se modernizou.
Dos três institutos isolados criados com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, o sistema nacional de ensino superior se transformou em uma rede com mais de 2.480 universidades, faculdades e centros universitários. O que antes se restringia à elite das principais capitanias - Bahia e Rio de Janeiro -, se torna realidade para 5,9 milhões de brasileiros, representantes de diversas classes sociais e todas as regiões do país. O ensino especializado fica mais abrangente. As opções também se ampliaram. Medicina, engenharia e artes, que foram as áreas pioneiras, são hoje parte de um espectro composto por mais de 38.233 cursos. Sem contar os 909 cursos seqüenciais que completam a lista de ofertas do ensino superior brasileiro.
Apesar dos avanços parecerem positivos, eles ainda não são suficientes para atender a demanda do país. Atualmente, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), apenas 12,1% dos jovens entre 18 e 24 anos estão no ensino superior. Índice muito aquém das nações de primeiro mundo ou mesmo de países em desenvolvimento mais adiantados que o Brasil. A Coréia do Sul, por exemplo, tem 89% desse público matriculado no ensino superior. O desempenho brasileiro também é inferior ao dos países da América Latina, como é o caso do Chile (21%) e da Argentina (47%).
Há certo consenso de que houve caminhos diferentes adotados por Espanha, França, Holanda e Inglaterra em relação àquele escolhido por Portugal no que diz respeito à criação ou não de universidades no Novo Mundo. De um lado, Portugal, que enxergava os estudos como ameaça a seus principais objetivos: usufruir a riqueza brasileira. Os demais decidiram compartilhar as tradições intelectuais com suas colônias.
Para o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Michael Litto, a ameaça para Portugal estava na formação de cidadãos pensantes. "As universidades são espaços que estimulam as pessoas a serem mais críticas e isso colocava em xeque os ideais da corte portuguesa", explica ele. No entanto, a ausência de Instituições de Ensino Superior não significava a inexistência de acesso à educação profissionalizante. Entre 1772 e 1800, segundo o livro 1808, de Laurentino Gomes, 527 brasileiros embarcaram para Portugal para se formar na Universidade de Coimbra, centro de formação da elite intelectual. A procura maior era pelo curso de Direito, 64% dos estudantes eram formados em advocacia.
Independência - O atraso do ensino superior brasileiro não se restringe apenas aos 308 anos em que o sistema foi ignorado. "A negligência é histórica e política, mas não é exclusividade da colônia. O Império e a República também reforçaram o retrocesso do setor", acredita o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Gilberto Gonçalves Garcia. Na opinião dele, o cenário só começou a ser modificado quando o Estado passou a enxergar a educação como um dos pilares para o desenvolvimento da nação. "Isso aconteceu em meados do século passado, mais especificamente na Era Vargas. Foi nessa época que se criaram as bases para o sistema educacional", diz ele.
Outro aspecto que também emperrou o desenvolvimento do ensino superior do Brasil foi os altos índices de analfabetismo. Nesses últimos 200 anos o ensino superior passou por algumas mudanças. Foram mais de dez reformas educacionais. Reparos que começaram a partir de 1890, e hoje fazem parte dos processos de desenvolvimento do setor no Brasil.
inícioA abolição dos escravos, realizada há 120 anos, não foi completa e, hoje, o problema se reflete na sociedade brasileira, com a desigualdade social contra os negros. É assim que pensa o professor da disciplina de História, do curso de Serviço Social, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), José Benjamim, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro e Indígena. O professor é um dos organizadores do II Seminário Nacional de Estudos de História e Cultura Afro-Brasileiro, que está sendo realizado até amanhã, no auditório do Centro de Educação I (Ceduc).
De acordo com o docente, o negro sofreu injustiça no ato da abolição, quando foi mandado embora das senzalas sem indenização, qualificação profissional, estudo ou qualquer arrimo para a sua sobrevivência. Desta forma, foi obrigado a se refugiar nas serras e matas e, conseqüentemente, criar os quilombos. "Para você ter uma idéia, existem, hoje, no Brasil, cerca de três mil comunidades quilombolas. Foi lá que conseguiu trabalhar para se manter, praticar sua religiosidade e ter família", afirmou.
No entendimento do professor, o negro foi sempre discriminado, ridicularizado e até satanizado na sociedade brasileira e na Europa. Ele ressaltou que o negro era proibido, inclusive, até os anos 60, de praticar o candomblé ou a macumba, uma cerimônia aos antepassados e a natureza, sob a alegação de que estaria prestando culto ao diabo.
Ainda hoje, não só a questão religiosa, mas também outros tipos de discriminação latentes são observados na sociedade. Elas podem ser vistas na forma de tratamento, piadas e pejorativos contra o negro. Em relação à educação, o professor disse que, apesar de mais de 50% da nação brasileira ser negra, apenas 2% conseguem chegar ao curso superior. Ele defende uma legislação diferenciada voltada para o combate ao racismo e a inclusão da categoria na condição igualitária das perspectivas sociais, onde o negro possa se qualificar para competir no mercado de trabalho.
Programação - O seminário realizará, na manhã de hoje, duas mesas-redondas, das 8h às 12h. Na parte da tarde, das 14h às 16h, haverá mini-cursos. Das 16h às 18h, haverá um espaço para diálogo e das 18h às 21h, mais seis mesas-redondas. Amanhã, haverá mesas-redondas, feira cultural e oficinas, além da apresentação do Kzomba. (AR)
inícioA Diocese de Campina Grande já elaborou a programação para as homenagens à Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade. Este ano, o tema é "Com Maria estamos a serviço da vida e da esperança". Ela será aberta no próximo sábado com oração do terço, às 19h, e hasteamento das Bandeiras, e missa de abertura às 19h30. Os convidados da noite serão a Paróquias da Diocese de Campina Grande, pastorais, serviços, movimentos e comunidades.
No próximo domingo, será o dia de Ação Missionária
em Favor da Vida, com celebração da missa às 10h, com
o bispo dom Jaime Vieira Rocha, e às 17h, com o padre Márcio
Henrique. Às 19h, haverá a oração do terço,
e às 19h30, missa celebrada pelo padre Everaldo José de Souza.
Pastorais Sociais e ongs são os convidados desse dia cujo tema será
"Com Maria, celebramos o amor ao próximo!".
Já na próxima segunda-feira, o ofício de Nossa Senhora
será rezado ao meio-dia. Às 19h, oração do terço,
e às 19h30, o padre Romualdo Vieira estará celebrando a missa.
Os convidados serão acólitos, pastoral do dízimo, ministros
da comunhão, pastoral do batismo.
Na próxima terça-feira será comemorado o primeiro aniversário da dedicação da Catedral com ofício ao meio-dia, oração do terço às 19h, e missa com o monsenhor Lourildo Soares às 19h30. São convidados escritórios de advocacia e cartórios, membros do Poder Judiciário, funcionários públicos, casas de saúde, jornalistas, comerciários, bancários, entre outros.
A programação de homenagens segue durante a semana e no Dia de Nossa Senhora da Conceição, a programação será iniciada às 7h, com a missa da alvorada, com os padres José Francisco do Nascimento e padre Sérgio Francisco Leite. Às 8h, haverá um café-da-manhã. A missa solene será celebrada às 10h, com dom Jaime Vieira. Às 16h haverá a procissão com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, percorrendo as ruas Bento Viana, Vila Nova da Rainha, Dr. Severino Cruz e Parque do Povo. A missa principal será celebrada às 17h.
Na praça de Nossa Senhora da Conceição, ao lado da Catedral, haverá todas as noites programação artístico-cultural. Entre os artistas Sussa de Monteiro, Inaldo e Paulo Rubens, Verônica Rios, Capilé e banda, entre outros artistas. (Narriman Rosendo Rocha)
inícioProfessores, jornalistas, marketeiros e outros profissionais de João Pessoa e Campina Grande se reunirão hoje, para discutir o processo eleitoral municipal ocorrido este ano na Paraíba. A discussão será o tema do Simpósio de Mídia, Política e Cidadania, evento promovido pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e uma faculdade da cidade. As palestras acontecerão nos turnos manhã e noite e serão realizadas no Centro de Tecnologia Educacional (CET), no Açude Novo. O evento tem como objetivo principal, promover uma análise e debate acerca da relação entre mídia, política e cidadania na Paraíba, com ênfase para a cobertura jornalística das últimas eleições municipais no Estado.
A pretensão, de acordo com a comissão, é lançar as bases para a consolidação do Simpósio Internacional Mídia, Política e Cidadania, cuja finalidade maior será fomentar, logo imediatamente a cada pleito eleitoral, a avaliação crítica por parte da comunidade acadêmica, profissionais de comunicação e outros segmentos da sociedade do papel da mídia na democracia contemporânea. Às 9h, no CTE, ocorrerá a abertura do evento. Já às 19h, ocorrerá um debate sobre "Cobertura Jornalística das Eleições 2008", com diversos jornalistas, entre eles Anchieta Araújo do Diário da Borborema e TV Borborema, além de Agnaldo Almeida do Jornal O Norte.
inícioNa estrada de terra de 25 quilômetros, que liga Campina Grande ao Sítio Açude de Dentro, a jovem que carrega uma lata d'água na cabeça e outra menor nas mãos surge, de repente, como se saísse da poeira levantada pelo carro. Rosália Tertuliano Pereira, 20 anos, é apenas a primeira de muitas mulheres que serão vistas por ali, na manhã de uma sexta-feira ensolarada e quente. O chafariz é a atração do povoado naquele dia e onde se juntam crianças, jovens, homens e idosos.
O líquido cristalino que todos querem recebe um adjetivo que define sua importância para as 100 famílias que moram no Sítio Açude de Dentro. É também o nome do programa que o faz existir: Água Doce. "É a felicidade da gente", garante Josefa Matilde de Oliveira, 74. Por meio do Programa Água Doce (PAD), sistemas de dessalinização estão sendo instalados ou recuperados em comunidades difusas do semi-árido brasileiro.
Lançada em 2004, a ação do governo federal é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, e conta com investimentos sociais da Fundação Banco do Brasil. Desde 2005, a instituição já aplicou cerca de R$ 3,7 milhões para implantar ou recuperar dessalinizadores nos estados de Alagoas, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na Paraíba, um diagnóstico apontou 35 sistemas passíveis de conserto. Destes, 17 já estão funcionando.
O Sítio Açude de Dentro recebeu um sistema simples, que produz 500 litros de água boa por hora. Sua estrutura inclui poço tubular profundo, de onde a água salgada é bombeada para um reservatório da água bruta que será dessalinizada. O equipamento é montado em um abrigo. Depois de ser filtrada por três membranas, passa para o reservatório de água potável e é fornecida para a população no chafariz. O concentrado (rejeito) do processo vai para tanques de contenção, onde passa pelo processo de evaporação.
O objetivo do PAD é o estabelecimento, de forma social e ambientalmente sustentável, de uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para consumo humano, voltada às populações de baixa renda. O programa inclui ainda o diagnóstico técnico e ambiental, o desenvolvimento de atividades de gerenciamento, a produção de oficinas sobre educação ambiental e a implantação de sistemas de informações e monitoramento.
Sustentabilidade - Quando passa pelo sistema de dessalinização, a água do poço fica livre de qualquer impureza. "Ao ser transportada ou armazenada é que sofre riscos de contaminação. Mas a equipe de mobilização social orienta as famílias sobre como manuseá-la e, periodicamente, são feitas análises físico-químicas e bacteriológicas por laboratórios credenciados pelo programa", explica o coordenador estadual do Água Doce, Isnaldo Cândido da Costa.
Na prática, Rosália sabe o que as palavras do gestor significam. "Agora melhorou 100%. Eu confio na água. A gente bebe dela e não tem problema de saúde", afirma. Para Josefa bom mesmo seria poder tomar banho com aquela água boa para não ficar com a pele esbranquiçada e o cabelo ressequido pelo sal. Mas, no Água Doce as prioridades são outras. "A água é exclusivamente para beber, cozinhar e dar banho em recém-nascidos", diz Isnaldo.
Já o concentrado do processo recebe tratamento especial para assegurar a sustentabilidade ambiental dos sistemas de dessalinização. Ainda segundo Isnaldo, no lugar de ser liberado a céu aberto contaminando o lençol freático, o rejeito é mantido armazenado. "No inverno, é diluído pela chuva e, então, é feita uma descarga de fundo". A técnica foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semi-Árido), de Petrolina (PE).
Além da forma com que a água pode ser utilizada, no Sítio Açude de Dentro o acordo coletivo de gestão que antecedeu a ativação do dessalinizador definiu a quantidade a que cada pessoa tem direito. São entre 20 e 40 litros de água, retirados três vezes por semana. Os outros dias são reservados à manutenção realizada pelo operador do sistema Adriano Fábio de Araújo Silva, 31 anos e neto de Josefa.
Morador da comunidade, ele diz que pouco sabe ler e escrever. O trabalho na lavoura abriu espaço para que seja uma espécie de guardião do dessalinizador, função para a qual foi capacitado. Por mês, Adriano recebe um salário mínimo, pago pela Prefeitura de Campina Grande.
Na gestão do Água Doce, o item mobilização social é considerado como o diferencial do programa. "Faz com que a comunidade tenha uma consciência muito forte sobre o papel da proposta, aceite, se aproprie e mantenha o programa com seriedade. Só conhecimento técnico não basta. Eu me sinto muito mais confortável quando há trabalho de base pela equipe de mobilização social. Faz com que o meu investimento como pesquisador ganhe outra perspectiva", afirma Everaldo Rocha Porto, da Embrapa Semi-Árido.
A preocupação com a mobilização social se justifica pelo fato de os dessalinizadores, comuns no semi-árido brasileiro, terem sido historicamente relegados pelos usuários que não tinham identificação com o equipamento. No início da década de 80, a própria Fundação Banco do Brasil investiu na aquisição de cerca de 1,5 mil equipamentos.
"Muitas comunidades abandonaram os dessalinizadores, pois não conseguiam arcar com os custos de sua manutenção, nem recebiam capacitação para isso. Agora, o Água Doce ganhou o respeito de todos que entenderam a importância da água boa para a qualidade de vida e participam da sua gestão", explica o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena.
Na Paraíba, a inauguração da primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce está prevista para dezembro. Ela fica no município de Amparo, a cerca de 164 km de Campina Grande e a 296 km da capital, João Pessoa. A unidade será manejada por 29 famílias que compõem a Associação dos Produtores do Sítio Caiçara. A Associação adquiriu, em janeiro, por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário, a Fazenda Mata, de 574 hectares, ao preço de R$ 313 mil. Logo, todos estarão morando no local e tirando dali seu sustento.
Além de resolver o problema da carência da água de beber, que seja doce e não salobra, a instalação da unidade integrada vai fortalecer a geração de renda dos associados, cujo projeto produtivo envolve bovino, ovino e caprinoculturas e a produção de ração a partir da palma e do capim, cultivados também na fazenda. "A gente tem que experimentar um pouco de água doce. Vai ser admirável. O cabra já é sofrido e ainda por cima só chega água salgada, então tem que procurar melhora para não ficar sempre no sofrimento", diz o agricultor Hélio Francisco Maciel, 39 anos.
O funcionamento de uma Unidade Demonstrativa envolve, além do sistema simples de dessalinização, outras etapas. Na segunda delas, após a dessalinização, o efluente é utilizado para cultivar tilápia em tanques. No terceiro momento, o concentrado dessa criação, rico em matéria orgânica, é aproveitado para irrigar a erva-sal (Atriplex nummularia), utilizada na produção de feno para alimentar ovelhas e cabras, gerando trabalho e renda nas comunidades.
As unidades demonstrativas utilizam o Sistema Integrado de Reuso dos Efluentes
da Dessalinização, certificado em 2003, na II Edição
do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.
Além da Secretaria de Recursos Hídricos/MMA e da Fundação
Banco do Brasil, os parceiros nacionais do Programa Água Doce são
a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba
(Codevasf), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
e Petrobras.
Na Paraíba, eles são a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semi-Árido - Petrolina-PE), a Associação Técnica-Científica Ernesto Luis de Oliveira Júnior (Atecel), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Aesa.
inícioO prazo para aderir à renegociação das dívidas de operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Crédito Fundiário e do Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária (Procera) foi prorrogado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o dia 12 de dezembro. Na Paraíba, aproximadamente 17.300 assentados da reforma agrária poderão renegociar R$ 104,2 milhões em dívidas nas agências do Banco do Nordeste. Em todo o Brasil cerca de 536 mil agricultores familiares e assentados da reforma agrária serão beneficiados com mais essa oportunidade de comparecer aos agentes financeiros e assinar o termo de adesão. Os descontos oferecidos pelo Governo Federal chegam a até 90%.
De acordo com Luiz Gonzaga da Costa, técnico do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba, responsável pelo Pronaf/Procera, o Governo Federal criou formas especiais de negociação para estimular a liquidação ou renegociação de dívidas originárias de operações de crédito rural.
Com essa medida, o Governo pretende fazer com que os agricultores devedores se tornem adimplentes e readquiram assim o direito de contratar novos créditos e condições para contribuir para o aumento da produção de alimentos no país.
O diretor de Financiamento e Proteção da Produção da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), João Luiz Guadagnin, explica que é muito simples para o agricultor aderir, basta fazer uma solicitação simples, com nome completo, número do Cadastro de Pessoa Fisica (CPF) e no termo dizer que está aderindo à renegociação de dívidas rurais da Lei 11.775/08 (antiga Medida Provisória 432).
Após o prazo de adesão, os bancos farão análise do caso de cada agricultor para informá-lo sobre a situação de sua dívida e possa optar pelo pagamento integral da dívida ou pela renegociação, ou seja, alongar o prazo de pagamento. Os agricultores familiares que optarem por liquidar suas dívidas terão descontos que podem chegar a 90%.s
inícioO Aeroclube da Paraíba deverá permanecer no local até que os proprietários continuem usando o espaço para fins públicos. A informação é do Secretário de Planejamento da Capital, Luciano Agra. Ele explica que o Plano Diretor da Cidade prevê uma mudança, caso exista uma modificação no uso do Aeroclube.
O presidente do Aeroclube, Rômulo Araújo Carvalho, antecipa dizendo que não há interesse nenhum de modificar o uso do equipamento. Ele diz, ainda, que a área tem servidão pública já que forma pilotos e é utilizado para treinamentos da força aérea. "Estamos em uma área segura porque, se não fosse, a Força Aérea não utilizava o espaço para seus treinamentos. O que existe é que estamos localizados em 30 hectares de uma área nobre e sabemos que existe especulação imobiliária querendo a saída do Aeroclube deste local", frisou.
Ainda segundo Agra, no Plano Diretor, se um dia os fins do Aeroclube forem alterados, os 30 hectares de área serão divididos da seguinte forma: cerca de 25%, o que equivale a sete hectares, poderiam ser destinados à área residencial; e 75% ficariam com a prefeitura para construção de um equipamento, como um parque. "Para isso, os proprietários precisariam modificar o uso do Aeroclube. Até agora, já estamos na 10ª audiência discutindo o Plano Diretor e nunca fomos procurados pelos proprietários", frisou Luciano Agra. O Aeroclube completou, no dia 11 deste mês, 68 anos de existência. Quando chegou ao local, pouca exploração imobiliária existia.
inícioO conteúdo programático para a prova do concurso público do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba (Cefet-PB) foi divulgado no link http://www.cefetpb.edu.br/compec2/edital.php. O concurso é para preencher sete vagas de técnico-administrativos e a prova será aplicada no dia 8 de fevereiro, na Capital paraibana. A Comissão Permanente de Concursos Públicos (Compec) é a organizadora. O concurso é destinado ao provimento de cargos da Unidade do Cefet-PB em Campina Grande. As inscrições são até o dia 30 de novembro para sete vagas, sendo cinco de nível superior. Solicitações de isenção da taxa de inscrição serão aceitas até esta quarta-feira, 19, e devem ser baseadas no Decreto nº 6.593, de 02/10/2008, publicado no Diário Oficial da União de 03/10/2008. O resultado do deferimento dessas solicitações deve ser divulgado até o dia 26 de novembro. O edital do concurso pode ser conferido no endereço http://www.cefetpb.edu.br/compec2/edital.php e os interessados em se candidatar em algum cargo devem acessar o link www.cefetpb.edu.br/concurso.
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