Diário da Borborema

Campina Grande, Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008

Gerais


Cresce crédito do BNDES para exportação

O objetivo, segundo o Banco, é chegar ao final do ano com R$ 6 bilhões de financiamentos

A liberação de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para exportação cresceu 44,5% nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2007. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foram emprestados R$ 4,512 bilhões no período. O objetivo é chegar ao final do ano com um total de R$ 6 bilhões de financiamentos para as vendas ao exterior.

Ele destacou que, somente em outubro, quando as linhas para exportação secaram por causa da crise internacional, os empréstimos para exportação foram 115% maiores que o registrado na média dos nove meses anteriores.

"O BNDES fez em outubro um esforço especial de apoio à exportação em função da forte redução do crédito a partir da crise financeira internacional", disse Coutinho em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

Crédito total - A crise também levou o banco a alcançar o valor de R$ 86,6 bilhões em empréstimos nos últimos 12 meses até outubro em todas as modalidades. A expectativa é terminar o ano com R$ 90 bilhões.

As consultas de empresas para projetos cresceram 40% de agosto a outubro em relação ao mesmo período do ano passado.

O presidente do banco estatal afirmou que os impactos da crise poderão ser minimizados se o país mantiver taxas de crescimento no investimento de 10% ao ano. A taxa atual está em 16%. Ele afirmou que o BNDES responde diretamente por 14% do investimento no país e, indiretamente, por 30%.

"A taxa de crescimento em 2009 será mais moderada do que neste ano, mas temos condições de retomar o crescimento daí em diante, apesar de uma situação internacional muito desfavorável."

Participações - Coutinho destacou, entre as linhas de financiamento do banco, um crédito de R$ 10 bilhões cuja captação ainda depende de negociações com o Ministério da Fazenda e o Banco Central.
"Uma parte será para empréstimo ponte, e um valor substancial será dedicado a setores que estejam tendo mais dificuldade com capital de giro. Estamos em discussão com o BC e Fazenda para fazer a captação no interbancário", afirmou. O banco deve reduzir, no entanto, as vendas de papéis para reforçar seu caixa. A desvalorização das participações que o BNDES possui em outras empresas levou o banco a registrar uma perda de quase R$ 20 bilhões em três meses. O valor de ações, fundos, bônus e debêntures caiu de R$ 93,1 bilhões em junho para R$ 72,4 bilhões em setembro. "Isso nos levará a ter uma posição de mais cautela, refreando a nossa posição vendedora", afirmou.

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Escassez de crédito deve continuar por mais tempo

Mesmo com o governo liberando R$ 100 bilhões em recursos captados pelos bancos que estavam parados no Banco Central, Barbosa acha que a "sensação de paralisação" continuará, reduzindo o crescimento.

"Os reais não são suficientes para atender a essa nova demanda de pessoas que migraram de dólar para reais. Por definição mesmo, não tem [reais], e o que tem é limitado.", disse Barbosa, que é presidente do Santander no Brasil.

Segundo ele, as pessoas físicas continuam sendo atendidas normalmente. No caso das empresas, o problema é que as operações ficaram com prazo mais curto e elas precisam de financiamentos longos.
Falta de crédito - Nesta segunda-feira, o presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou que o principal problema enfrentado pelo Brasil por conta da crise é a da falta de liquidez (crédito), sobre a qual o BC já age.

"O Brasil tem adotado medidas decididas, aproveitando de sua [boa] condição nas reservas internacionais, sua dívida pública, com porcentagem em queda sobre o PIB, e compulsórios elevados, com condições de serem reduzidos", disse Meirelles.

"Era uma posição relativamente melhor do que alguns países e certamente melhor que no passado recente." Meirelles afirmou que outros problemas causados pela crise não afetam o Brasil, como perdas bancárias ou grande dependência de exportações a países desenvolvidos.

Medidas - Na semana passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou uma série de novas medidas que, juntas, disponibilizam R$ 20 bilhões em linhas de crédito para diversos setores via BNDES (banco estatal de investimento) e Banco do Brasil.

O anúncio com valor mais alto refere-se ao BNDES, que terá mais R$ 10 bilhões para financiar o capital de giro de empresas e para empréstimos em linhas de exportação pré-embarque --ou seja, os valores serão usados para permitir as vendas externas.

Outros R$ 5 bilhões, provenientes do BB (Banco do Brasil), serão usados para abrir uma linha de crédito para capital de giro de pequenas e médias empresas. Mantega confirmou R$ 4 bilhões, também do BB, para ajudar os bancos de montadoras a elevar o crédito aos consumidores.

O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) anunciou a criação de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiamento dos produtores rurais.

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Brasil é 7º em ranking de satisfação

O Brasil ficou em 7º lugar em um ranking que mede a satisfação com a vida entre os moradores de 23 países da América Latina e Caribe feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e divulgado ontem. Com pontuação de 6,2 (em uma escala de 1 a 10), o Brasil divide a 7ª posição com a Colômbia e a Jamaica.

Os resultados estão em um estudo lançado como parte da série Desenvolvimento nas Américas, neste ano intitulada Além dos fatos: compreendendo a qualidade de vida. O país com o maior nível de satisfação com a vida na região foi a Costa Rica, com 7,4. O último do ranking foi o Haiti, com 3,8. O Brasil ficou acima da média da região da América Latina e Caribe, de 5,8. De acordo com os dados globais do BID, a América do Norte é a região com maior satisfação, com 7,5. A África Subsaariana tem o pior nível de satisfação, de 4,2.

Os resultados foram calculados com base nos dados da Pesquisa Mundial 2007 do Instituto Gallup, em que foram entrevistadas mais de 40 mil pessoas com mais de 15 anos na América Latina e no Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007. A margem de erro das pesquisas é de 3,1% a 5,1% e varia de acordo com cada país. O estudo também utilizou informações complementares encomendadas diretamente pelo BID. Os entrevistados responderam a perguntas sobre sua avaliação de aspectos como qualidade da educação, atendimento de saúde, moradia e emprego.

Educação e emprego - Segundo o BID, o estudo revela que "as percepções das pessoas sobre educação e emprego na região podem diferir amplamente da realidade". Quando analisado o nível de satisfação especificamente em relação ao emprego, o Brasil ocupa a 4ª posição, com percentual de 89,2% de pessoas satisfeitas, atrás apenas de Guatemala (93,6%), Costa Rica (92,9%) e Venezuela (90,6%).

De acordo com o BID, "81% dos cidadãos da América Latina e Caribe estão satisfeitos com seus empregos, apesar de um quarto da população da região não ganhar o suficiente para sair da pobreza e de a informalidade ter aumentado nos últimos anos".

Segundo o estudo, o que importa para a maioria das pessoas entrevistadas na região é o reconhecimento de seu trabalho e a flexibilidade no emprego, mais do que previdência social ou outros benefícios trabalhistas.

Em relação à educação, o Brasil aparece entre as últimas posições, com 64% de pessoas satisfeitas, mesmo percentual da Guatemala e do Equador, abaixo da média da região, de 70%. A Costa Rica ocupa a primeira posição, com 85% de satisfação. O Haiti é o último, com 43%. Segundo o estudo, a maioria dos latino-americanos está satisfeita com a educação pública, apesar de os estudantes da região ficarem atrás das nações desenvolvidas e da Ásia em testes internacionais de avaliação.

O documento revela ainda que 83% das pessoas entrevistadas no Brasil estão satisfeitas com suas condições de moradia, mesmo percentual registrado na Colômbia e em El Salvador e semelhante à média da região, de 80%, mas bem abaixo do primeiro colocado, a Guatemala, com 90%

Na região, conforme o estudo, "quatro em cada cinco pessoas estão satisfeitas com suas casas e cidades". No entanto, diz o BID, "60%, o maior percentual entre todas as regiões do mundo, sentem-se inseguras ao caminhar sozinhas à noite".

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Petrobras decide ajustar projetos na área de exploração

Rio - A crise financeira e a queda dos preços do barril de petróleo levaram a Petrobras a ajustar alguns projetos na área de Exploração e Produção.

De acordo com o gerente-geral de novos negócios de E & P da companhia, José Jorge de Moraes Júnior, serão postergados projetos de antecipação de produção e de aumento de produção em campos maduros. Estão excluídos destes ajustes os projetos de desenvolvimento dos campos do pré-sal.

"Estes ajustes são necessários e vão acontecer. Serão divulgados no nosso planejamento estratégico", ressaltou Moraes Júnior, que participou hoje do XII Congresso Brasileiro de Energia, no Rio de Janeiro.

O executivo destacou que o adiamento desses projetos não vai interferir nas metas de produção de 2009 e 2010. Segundo ele, o impacto poderia ser maior no período 2012-2013, mas a expectativa é de que, até lá, os preços do petróleo já tenham se recuperado, viabilizando de novo a antecipação em alguns campos e o aumento de produção em áreas maduras.

Moraes Júnior revelou ainda que a licitação das 28 sondas do programa lançado pela Petrobras este ano - as 12 primeiras já foram encomendadas para empresas de fora do Brasil - não será feita este ano. Em relação ao pré-sal, o executivo frisou que no ano que vem a empresa vai voltar a realizar perfurações em Tupi, Iara, Júpiter e Azulão (antigo Ogum). A expectativa de Moraes Júnior é de que a estatal esteja produzindo cerca de 1 milhão de barris no pré-sal da Bacia de Santos em 2015.

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Lula quer que o Banco do Brasil seja o maior do país

Brasília (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem querer que o Banco do Brasil seja o maior banco do país.

Ao ser questionado sobre o processo de compra do banco Nossa Caixa pelo BB, Lula disse apenas que o processo continua sendo avaliado, mas que o negócio é de interesse do BB, do Estado de São Paulo --controlador da Nossa Caixa, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Nós queremos que o Banco do Brasil seja muito maior do que qualquer outro banco no Brasil", disse o presidente a jornalistas, após almoço no Palácio do Itamaraty com o presidente da Indonésia.

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Brasil já tem 11.846 telefones grampeados

Telefones são monitorados com autorização judicial, de acordo com informações da Justiça

Pelos dados oficiais, há 11.846 telefones monitorados com autorização judicial, de acordo com informações das Justiças Federal e Estaduais --remetidas ontem ao CNJ (Conselho nacional de Justiça). O corregedor-geral do CNJ, ministro Gilson Dipp, ressaltou hoje que esses dados se referem exclusivamente às escutas legais. No geral, segundo ele, referem-se a investigações relativas a tráfico de drogas.
Os números apresentados pelo CNJ são inferiores aos informados, pelas telefônicas, à CPI das Escutas Telefônicas. Reportagem da Folha, publicada no último dia 9, revela que 375.633 escutas telefônicas foram realizadas com autorização judicial em 2007. Dipp não quis polemizar em torno dos números.

Porém, o ministro disse que os tribunais de São Paulo, Alagoas, Mato Grosso, Tocantins e Paraíba não repassaram as informações ao CNJ. Para ele, a inexistência de dados dessas regiões não modificará expressivamente o dado final do balanço realizado.

Segundo Dipp, o número de escutas tem reduzido a cada ano, análise que não é acompanhada pelos integrantes da CPI. "Só posso falar das interceptações legais e autorizadas pela Justiça", disse.
Dipp disse que os dados foram repassados, por ofício, por 27 tribunais de Justiça e cinco TRFs (Tribunais Regionais Federais). Pelos dados dos tribunais estaduais, 5.977 telefones foram grampeados, enquanto os tribunais regionais informaram que havia 5.869 aparelhos monitorados.

De acordo com o ministro, os dados correspondem às expectativas dele em relação aos números. Mas admitiu que é necessário modificar a lei existente, que trata do assunto, em decorrência dos últimos acontecimentos.

Polêmicas - Com base em dados oficiais das operadoras de telefonia enviados à CPI dos Grampos, foram feitas pelo menos 375.633 escutas telefônicas com autorização judicial em 2007 --em média, mais de mil interceptações por dia. A análise dos dados revelou irregularidades explícitas, como grampos determinados por varas de família --a lei diz que a escuta só pode ser usada em investigação criminal. Para Dipp, os casos de escutas ilegais devem ser investigados pela polícia e Ministério Público, não sendo objeto de análise do Judiciário. Dipp não quis polemizar em torno dos números, alegando desconhecer a metodologia utilizada pelas companhias telefônicas e pela própria CPI dos Grampos para identificar os dados revelados na reportagem.

Tarso Genro condena desvio de conduta

O ministro Tarso Genro (Justiça) condenou ontem qualquer tipo de desvio de conduta que busque justificar ações de investigação em operações da Polícia Federal. A reação dele foi uma referência às suspeitas de desvios cometidos por policiais federais durante as apurações da Operação Satiagraha, como a utilização de escutas ambientais e telefônicas, além do trabalho de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

"Por mais que seja o mérito e correta que seja uma operação, não justifica o desvio de conduta. Isso é essencial", disse Tarso, admitindo se referir também ao caso da Satiagraha. "O debate sobre as funções da Polícia Federal só existe em uma sociedade democrática", afirmou.

Tarso evitou comentar as suspeitas levantadas por policiais federais, em São Paulo, durante reunião, sobre indícios de infiltração do crime organizado no Estado. De acordo com o ministro, o tema é objeto de investigação da Polícia Federal, por isso não se manifestaria.

Intrigas - Indignado com as informações de que sua gestão é alvo de críticas do ex-presidente da República e senador José Sarney (PMDB-AP), Tarso negou os comentários. O ministro disse ter conversado ontem à noite com Sarney e atribuiu as informações a "intrigas".

"O senador Sarney me telefonou anteontem à noite e disse que sabe de onde saíram essas informações. Isso é intriga. Não há nada de absolutamente verdadeiro nisso", afirmou Tarso.

O ministro também rebateu as informações de que ele e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, mantêm um relacionamento difícil. De acordo com Tarso, são improcedentes essas informações. "Isso na é notícia. É intriga", afirmou.

Químicos - Acompanhado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Tarso lançou o novo sistema de controle de produtos químicos no país. A idéia é aumentar a fiscalização dos produtos químicos utilizados na elaboração de drogas, que será intensificada a partir de um novo sistema de controle.

O Siproquim (Sistema de Controle de Produtos Químicos), coordenado pela PF, é capaz de reunir os dados dos empresários, seus fornecedores, a quantidade de produtos adquiridos e vendidos. O objetivo é manter a atenção sobre os 146 produtos químicos presentes na lista da PF, como acetona e benzeno.

O chefe de Investigação e Desvio de Produto Químico da PF, delegado Rodrigo Avelar, disse que o novo sistema proporciona o cruzamento de dados online à disposição para os policiais em todo no país. No total, estão envolvidos nas investigações cerca de 800 agentes e delegados.

Pelo Siproquim, é possível verificar os números do fornecedor dos produtos listados como essenciais para elaboração de drogas, como a data da compra, a nota fiscal e até a quantidade da concentração química presente neles. Mas essas informações são restritas aos policiais que integram as equipes de investigação.

Para funcionar, as empresas precisam obter um certificado da PF, que é renovado anualmente. Mas é necessário que preste informações detalhadas mensalmente à polícia com todos os dados da empresa e dos produtos comercializados, além de datas e fornecedores.

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Governo descarta saída do ministro da Saúde

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) descartouontem a substituição do ministro José Gomes Temporão (Saúde) em meio à pressão de segmentos do PMDB para que ele deixe a pasta.

Múcio disse que "não tem mudança" no ministério de Temporão e garantiu que os conflitos entre o ministro e o partido estão sendo superados "com sensatez".

"O governo está ajudando, ouvindo as partes e [o impasse] está sendo resolvido pelo próprio entendimento das partes, sem interferência do governo. Houve conversa do ministro Temporão com os líderes do PMDB e, com sensatez, estão procurando um caminho comum", afirmou.

O impasse entre Múcio e o PMDB teve início na semana passada, quando o ministro classificou de "baixa qualidade e corrupta" a gestão do presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Danilo Forte. A fundação é tradicionalmente reduto de indicações do partido, o que incomodou o líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

O ministro se encontrou ontem com Temer, Alves e outros integrantes da legenda na tentativa de superar o mal-estar. O líder peemedebista negou a saída de Forte da presidência da Funasa, mas admitiu que o órgão poderá enfrentar mudanças administrativas.

Alves também descartou a saída de Temporão ao afirmar que o partido e o ministro selaram o "cachimbo da paz" no encontro.

Múcio disse que as palavras de Temporão devem ser interpretadas corretamente, uma vez que se referiu a erros passados na Funasa. "Não tem corrupção. Isso precisa ser interpretado direito. Ele [Temporão] falou com relação ao passado, mas nas coisas foram colocadas os pingos nos is. As coisas estão esclarecidas", disse Múcio.

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Oposição deverá obstruir votação da reforma tributária

O DEM e o PSDB devem obstruir a votação da reforma tributária. O governo esperava que as discussões acabassem hoje e fossem votadas amanhã pela comissão especial. Dali, a proposta seguiria para o plenário da Câmara dos Deputados. Integrantes dos dois partidos mostraram seu parecer ontem no início da reunião da comissão temporária formada para avaliar as emendas constitucionais necessárias.
"Esse assunto tem cheiro de queimado", disse Paulo Bornhausen (DEM-SC). Segundo ele, o partido decidiu entrar em obstrução devido à "metodologia praticada pela mesa e as declarações de que [a emenda] será votada a qualquer custo". Ele ainda se referiu ao atraso de quase uma hora e meia para o começo da reunião. Antes dela, Antonio Palocci (PT-SP), presidente da comissão, se reunia com secretários da fazenda de diversos Estados do país.

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