De sete vereadores que o colunista ouviu nos últimos dois dias, pelo menos seis concordam que o índice de renovação na Câmara Municipal de João Pessoa, (na foto ao lado) nas próximas eleições, deve ficar na faixa dos 20 a 25 por cento. Ou seja, dos atuais representantes na Casa de Napoleão Laureano, oitenta por cento estariam em boas condições para conseguir um novo mandato.
Essas avaliações, é claro, não podem ser tomadas ao pé da letra, mas seguramente indicam uma tendência. Talvez se possa dizer o mesmo em relação a Campina Grande, embora a campanha para prefeito - que acaba influindo na eleição dos vereadores - seja completamente diferente da que se verifica em João Pessoa.
Certo é que têm sido pequenos, nos últimos tempos, os percentuais de renovação nas casas legislativas do país inteiro. A única diferença talvez fique por conta da Câmara Federal, onde a eleição de deputados novos se dá em número significativo. Mas não tão alto quanto se esperava, nas eleições de 2006, por conta do chamado mensalão.
Por aqui a tese é a de que, a dados de hoje, os candidatos novos terão chances reduzidas. A concorrência é grande. Só em João Pessoa, são 328 candidatos espalhados por várias coligações. Como os atuais vereadores tiveram quatro anos de exposição junto à mídia, levam uma boa vantagem e portanto terão menos trabalho para conquistar os votos que necessitam para se reeleger.
Mas é bom lembrar que a atual legislatura não terminou ainda e os integrantes da Câmara da Capital, hoje, têm uma importante missão a cumprir. Como bem lembrava em conversa o vereador Tavinho Santos, é absolutamente indispensável que se vote, até outubro, a revisão do Plano Diretor da Cidade, estabelecendo-se um novo zoneamento de adensamento populacional. Esse zoneamento definirá as áreas destinadas aos setores comercial e residencial, além de especificar as áreas de preservação e de interesse ambiental. É com a revisão desse Plano Diretor que se vai dizer para onde a cidade deverá crescer, quais os locais que não podem estar submetidos à especulação imobiliária e quais os novos corredores de tráfego que devem desde já ser previstos. Há muitas outras questões por este zoneamento. Citamos só as mais importantes.
A atual composição da Câmara Municipal da Capital tem esse compromisso com a população e na hipótese de não cumpri-lo, tem mais é que ser renovada em percentuais maiores do que esses que, por enquanto, estão sendo imaginados.
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