O que eles têm em comum: talento, som regional, cancioneiro popular da Paraíba e são considerados grandes nomes da música local, cada um com seu estilo, representando o estado e, em particular, Campina Grande em turnês internacionais com shows pela Europa. Cabruêra e Os 3 do Nordeste são as atrações de hoje do Projeto Seis e Meia, no Teatro Municipal, uma apresentação que será o diferencial dentro da programação do projeto, que se propõe a trazer estrelas da música nacional e uma atração local, de forma particular reconhecendo-os tanto como nomes que representam a música brasileira, quanto a nossa música regional. Os ingressos custam R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (estudante).
Com um som que une diversas influências, Cabruêra, que completa 10 anos de carreira e dez de turnês pela Europa, comemora uma nova fase na estrada levando seu som para cidades brasileiras que até então ainda não tinha entrado, como Cuibá, no Mato Grosso, no 4º Festival Calango.
Na região do Centro-Oeste, apenas a cidade de Brasília tinha recebido a banda em grandes festivais. Com um currículo internacional que contribui para levar o nome da banda para todo o mundo, os cabras estão conquistando cada vez mais espaços.
Trilhando um caminho inverso das demais bandas, as músicas de Cabruêra ganharam reconhecimento e fama primeiro na Europa e no Sudeste do Brasil para depois seu som entrar em outras regiões brasileiras.
Este ano participou de festivais importantes, como o de Cuibá e Brasília, no Festival Calando e Engate a Quinta. Este ano, o novo projeto da banda é começar a gravar as músicas do novo disco, que já se cogita chamar Visagem, nome ainda não definitivo. Neste show de hoje, no Teatro Municipal, os cabras cantam músicas dos discos anteriores e as inéditas.
Na carreira, a banda tem Cabruêra 2000 - Nikita Music, Cabruêra 2002 - Alula Recordes (EUA), O Samba da Minha Terra - 2004 - Nikita Music, Proibido Cochilar - 2005 - Piranha Recordes e Sons da Paraíba.
História - Formado em 1998 por alunos da Universidade Federal da Paraíba (atualmente, UFCG), em Campina Grande, a banda reúne cinco músicos (Arthur Pessoa, Pablo Ramires, Chico Correa, Edy Gonzaga e Leo Marinho). Já realizou shows na Inglaterra, Dinamarca, Itália, República Tcheca, Alemanha, França, Holanda, Belgica e Portugal.
Novidades - A banda é a atração do Engate a Quinta, depois da décima turnê na Europa. Foi destaque no jornal Correio Braziliense, sendo considerado pela crítica como uma das melhores bandas na sua característica de som regional com diversas influências.
Os 3 do Nordeste - Inicialmente batizado de Trio Luar do Sertão, o grupo, fundado por Parafuso, Zé Cacau e Zé Pacheco em 1969, é dos primeiros trios de forró pé-de-serra do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, através de um convite de Jackson do Pandeiro, participaram de uma seleção para substituir o trio principal da gravadora CBS. Em 72, ao lançarem seu primeiro álbum, passaram a usar o nome atual. Durante sua trajetória, o trio passou por cinco formações diferentes e atualmente é formado por Parafuso (zabumba), Deda (triângulo e voz), e Pingo (sanfona). Em 2002, após vários álbuns de sucesso, lançaram um CD comemorando seus trinta anos de carreira.
O primeiro disco ao vivo foi gravado no Rio de Janeiro e remasterizado no estúdio de Ton Oliveira. Algumas de suas músicas que foram primeiro sucesso deles para depois depois outros artistas gravaramsão: "Ana Maria", de Janduí Filizola, que foi gravada por Santanna, primeiro lançada pelos 3 do Nordeste no ano de 73; "Homem com h", de Antonio Barros, gravada por Ney Matogrosso, foi lançada no mesmo ano; "Poeirão", de Antonio Barros e gravada por Elba Ramalho, foi lançado pelo grupo em 74; entre outras.
Nos shows no Sul e Sudeste, o público gosta de ouvir os antigos sucessos, como "Proibido Cochilar", "Homem com h", "Quero ver o poeirão" e demais do início da carreira.
inícioEle é um dos (senão o) maiores cantores de samba do país. Se houver concorrente, talvez seja o saudoso Mário Reis, mas na ativa ninguém pode concorrer com Roberto Silva, uma daquelas chamadas lendas vivas da MPB, com discos históricos (como a série de 07 álbuns "Descendo o Morro" (editados em dois CDs da EMI-Odeon) e repertórios invariavelmente perfeitos. Silva lançou um disco em 2003 com o título de "Volta Por Cima" (Universal Music) e mostra-se em plena forma. Passou quase 10 anos sem chance de gravar, coisas de um país desavergonhado, que não valoriza devidamente seus artistas. Cidadão Pessoense (recebeu o títuo há cerca de 05 anos anos, na Câmara Municipal de João Pessoa), Roberto concedeu entrevista, e se disse ansioso por cantar nesta cidade. "Afinal, sou cidadão daí, não sou?!". E ele cantará duas noites, amanhã (21) e sábado (22) no Restaurante Panorâmico do Esporte Clube Cabo Branco, em Miramar, com ambas com início às 23h. O grupo Luar do Sertão fará a abertura dos shows de Roberto Silva, e as informações sobre reserva de mesas (R$ 100, para 4 pessoas) e ingressos individuais (R$ 30) podem ser obtidas através dos telefones 3244-0728 e 9981-1960. A seguir, a entrevista na íntegra.
Como o senhor se sente tendo passado tanto tempo sem gravar?
Eu procuro encarar tudo com naturalidade, não tenho por prática me martirizar, ficar revoltado. Acho que as coisas acontecem na nossa vida por uma série de motivos, mas eu soube esperar sem nenhum constrangimento. E voltei, graças a Deus, em 2003, com um disco belíssimo.
Então não foi um silêncio opcional?
Na verdade não foi. Surgiram muitas coisas novas, o pagode tomou
seu espaço e a mídia está sempre mais ligada dessas coisas
novas, que conquista uma outra fatia de mercado.
E o senhor acha isso normal?
E não é? Isso acontece todos os dias, e não é somente no Brasil. Surgem artistas novos e as gravadoras apostam neles, e a mídia também cumpre seu papel nessa história. Isso não seria o ideal se estivéssemos falando de utopias, mas a realidade é assim e não é somente comigo.
A falência da gravadora Copacabana também pesou?
Eu era contratado dela e quando ela faliu, fiquei sem gravadora, e isso
realmente pesou também. Depois a EMI comprou o acervo da Copacabana
e está reeditando grande parte dos discos.
Aí vêm aquelas maravilhas, da série "Descendo o Morro",
na qual o senhor gravou clássicos do samba...
Isso. Foram sete Long-Play, onde eu interpretava autores maravilhosos como
Ataulfo Alves, Geraldo Pereira...Somente gente da melhor qualidade.
Essa série já teria feito do senhor uma legenda da MPB, concorda?
Tenho que concordar que esses discos foram importantes, mas nunca tive pretensão de ser isso ou aquilo, de me qualificar mais ou menos do que meus colegas de época, que não eram concorrentes, mas aliados. Naqueles bons tempos estávamos todos imbuídos de fazer o nosso melhor, mas não era para derrubar o outro.
O senhor falou das coisas novas que tomaram espaço na mídia. Uma delas é o neo-pagode. O que acha dele?
Acho que tudo é válido, que ele também faz parte do samba. Tem uma outra linguagem, uma outra maneira de se encarar, os jovens tocam e cantam de seu jeito, com a música que eles consideram que é o seu samba, o seu pagode. Não acho muito importante, mas não vejo motivo para sair por aí queimando os rapazes.
Então não concorda com quem diz que o pagode desvirtuou o samba e roubou seu lugar na mídia?
Claro que não. Eles fazem uma outra música, certo, mas não é por isso que o samba perdeu espaço. Afinal sempre teve gente gravando samba das antigas, se o rádio não tocava era por uma questão deles lá, mas é um direito.
Com o título de "Volta Por Cima", o seu álbum mais recente quer dizer que superou alguma coisa? Sentia-se por baixo?
(Risos) Andaram falando isso em matérias de jornais e revistas no Sul, mas nunca me senti por baixo coisa nenhuma. Sempre fiz shows, viajei bastante.
início
Um mergulho no espírito da Bossa Nova, analisando o momento histórico do seu aparecimento e a importância dessa nova estética para as artes e a música popular brasileira. Esta é a proposta do Projeto Dona Bossa, que acontece, nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22), no campus da UFPB, em João Pessoa, com uma programação repleta de debates, palestras, filmes e shows em comemoração aos 50 anos desse gênero musical que se tornou sinônimo de brasilidade para o mundo.
"Queremos proporcionar um ambiente de discussão não apenas acerca do ano de 1958, mas também sobre os seus momentos anteriores e posteriores, suas implicações históricas e artísticas", afirma o estudante Michel Costa, do curso de Letras.
Ele lembra que o ano de 1958 foi marcado por várias novidades de cunho artístico, como por exemplo, a encenação, pelo Grupo Arena de Teatro, da peça 'Eles não usam Black Tye', de Guarnieri, bem como a montagem de 'Pedreira das Almas', de Jorge de Andrade, já pelo TBC - Teatro Brasileiro de Comédia. O evento é promovido pelo Centro Acadêmico de Letras e conta com o apoio do Centro de Humanidades, da Pró-Reitoria de Extensão Cultural e dos departamentos de Letras Clássicas e Vernáculas e de Línguas Estrangeiras Modernas.
Agenda - Hoje: Abertura, 10h às 12h: Poesia e Música de Vinícius, com os professores Jales e Karina Chianca. Local: Auditório 411 do CCHLA. Mesa-redonda, 15h às 17h: Caetano Veloso fala sobre João Gilberto: notas sobre a verdade tropical , com os professores Romero Bessa e Paulo Marcelo. Local: Auditório 411 do CCHLA. Mesa-redonda, 18h às 19h40: Jazz e Brasil, com os professores Carlos André, Jorge Castor e Expedito. Local: Auditório 411 do CCHLA. Show, 20h às 22h: Maria Juliana. Local: Praça da Alegria.
Sexta-feira: Palestra, 10h às 12h: O Show Opinião (1964),
com o professor Geraldo Amorim. Local: Auditório 411 do CCHLA. Palestra,
15h às 17h: 50 anos da peça "Eles não usam Black-Tie",
com o professor Diógenes Maciel. Local: Auditório 411 do CCHLA.
Palestra, 18h às 19h40: A Bossa no tempo: 50 anos, com o professor
Luís Ricardo. Local: Auditório 411 do CCHLA. Recital, 20h às
21h: Em Tempos de Bossa. Alunos da Licenciatura em Música da UFPB.
Local: Praça da Alegria. Show, 21h: Maria Juliana e Convidados. Local:
Praça da Alegria.